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De acordo com as estatísticas apresentadas pela Autism Society, o transtorno do espectro autista (TEA) é a deficiência de desenvolvimento que mais cresce nos Estados Unidos, com uma em cada 59 crianças agora sendo diagnosticada com uma forma desta condição. Surpreendentemente, o número de pessoas diagnosticadas com TEA aumentou mais de 119% entre 2000 e 2010.

“Especialistas” nos fazem acreditar que o TEA é uma condição “em grande parte genética”, mas esses aumentos dramáticos indicam claramente que algo mais tem contribuído para o fato de que mais de 3,5 milhões de americanos vivem com algum tipo de transtorno do espectro autista.

Um estudo recente sugere que um possível fator contribuinte pode ser a exposição pré-natal e durante a primeira infância a pesticidas, que os pesquisadores afirmam que podem aumentar o risco de um transtorno do espectro autista em quase 10%.

O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), e publicado no altamente respeitado British Medical Journal (BMJ).

O que é o transtorno do espectro autista?

Como explicado pelo Daily Mail do Reino Unido, o TEA é um transtorno do desenvolvimento que resulta em pacientes com problemas comportamentais e com dificuldades para se comunicar.

TEA não é uma doença específica, mas incorpora várias condições, incluindo transtorno desintegrativo da infância, síndrome de Asperger e autismo. A gravidade dos sintomas varia de paciente para paciente.

As crianças normalmente exibem os sintomas característicos de TEA, que incluem movimentos repetitivos, falta de contato visual e incapacidade de responder aos seus nomes, antes dos 2 anos de idade.

Não há cura conhecida para o TEA.

Exposição precoce a pesticidas está ligada ao aumento do risco de TEA

Para seu estudo, a equipe de pesquisa da UCLA se propôs a construir estudos anteriores que já haviam confirmado uma ligação entre a exposição pré-natal aos pesticidas e o desenvolvimento anormal do cérebro.

O Mail explica como o estudo foi realizado:

A equipe analisou quase 3.000 pacientes diagnosticados com TEA, 445 dos quais também tinham deficiência intelectual.

Para comparar, eles incluíram mais de 35.000 pacientes que não foram diagnosticados com TEA.

Os participantes nasceram entre 1998 e 2010 no California Central Valley, uma área agrícola. Cerca de 80% das crianças eram meninos.

Usando dados do Registro de Uso de Pesticidas do estado, os pesquisadores analisaram a exposição que os pacientes teriam antes de nascer e durante a infância a 11 pesticidas comuns.

A pesquisa confirmou que crianças expostas a pesticidas no útero ou no primeiro ano de vida tinham cerca de 8% mais chances de desenvolver alguma forma de TEA – um aumento no risco que a equipe considerou “leve”.

No entanto, a conclusão mais chocante do estudo foi que o risco de um diagnóstico de TEA combinado com uma deficiência intelectual, que incluiria problemas com a conceituação, bem como habilidades sociais e práticas prejudicadas, aumentou em impressionantes 50%.

Em seu resumo de estudo os autores concluem:

Os resultados sugerem que o risco de um transtorno do espectro autista aumenta após a exposição pré-natal a pesticidas ambientais a 2000 m da residência de sua mãe durante a gravidez, em comparação com filhos de mulheres da mesma região agrícola sem essa exposição. A exposição infantil pode aumentar ainda mais os riscos para o transtorno do espectro autista com deficiência intelectual comórbida.

A exposição a pesticidas e herbicidas como o glifosato – o principal ingrediente do Roundup, o herbicida mais popular do mundo – já foi confirmado por aumentar o risco de uma ampla gama de doenças, incluindo problemas respiratórios e câncer.

Este estudo fornece ainda outra razão pela qual esses produtos químicos tóxicos não devem mais ser permitidos para uso na agricultura convencional.

Leia mais:

Acupuntura no Couro Cabeludo Demonstrou Reduzir os Sintomas de Autismo – Estudo

Agrotóxicos: “Até 2025 uma em Cada Duas Crianças Será Autista”, Afirma Cientista

Fontes:
Natural News: Study: Exposure to pesticides during pregnancy increases a child’s risk of autism by nearly 10 percent
British Medical Journal: Prenatal and infant exposure to ambient pesticides and autism spectrum disorder in children: population based case-control study
Daily Mail: Mother’s exposure to pesticides may increase risk of autism: Controversial study claims weed killer raises risk by 10%
Autism Society: Facts and Statistics

1 Comment

  • Sandra disse:

    Pesticidas e agrotóxicos deveriam ser punidos com cadeia e multa por quem os utilizasse mas estão sendo, como nunca, liberados, à rodo, sob o aval da Lei e o beneplácito da Justiça, haja Deus. “Na Terra, em nela se plantando, tudo dá” em termos de saúde e vida, no entanto, o veneno e a comida, que jamais deveriam estar associados, ESTÃO, sabe-se lá em que proporções suportáveis pelos bebês, idosos e doentes e em que quantidades cientificamente toleradas por organismos humanos frágeis que deveriam ser nutridos com os elementos sagrados da Natureza, sem o risco de morrerem mais cedo ou sequer nascerem. A produção e o consumo de alimentos orgânicos precisam ser estimulados, PRA ONTEM ou estaremos numa sinuca de bico daquelas porque, se o cardápio vegano deixa de ser saudável, a dieta dos humanos carnívoros muito mais ainda, porque animais de consumo se alimentam dos defensivos espalhados na pastagem, se correr o bicho pega e se ficar, ele come, com agrotóxico e tudo.

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