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As pessoas muitas vezes – e prontamente – recorrem a tomar analgésicos para controlar a inflamação e febre baixa. Enquanto muitos juram por sua eficácia, um estudo recente observa que as pessoas ainda precisam entender como os medicamentos funcionam e, mais importante, como podem causar sérios efeitos colaterais para alguns. Pesquisadores da Universidade de Jena, na Alemanha, juntamente com colaboradores da Harvard Medical School e do Instituto Karolinska, em Estocolmo, analisaram o mecanismo subjacente dos analgésicos para descobrir como eles afetam a resposta inflamatória do corpo. No estudo, publicado no The FASEB Journal, a equipe identificou como o ibuprofeno e a aspirina afetam os sistemas de sinalização dentro das células do sistema imunológico durante uma reação inflamatória.

Os analgésicos têm como alvo substâncias envolvidas em atividades pró e anti-inflamatórias

Para este estudo, a equipe investigou a resposta inflamatória do corpo, classificando-a em duas “fases” sucessivas. A primeira, que eles batizaram de fase inicial, é onde células imunes do tipo ‘M1’ – também conhecidas como macrófagos M1 – estão ativas. Durante esta fase, as células imunes M1 produzem substâncias pró-inflamatórias, como prostaglandinas e leucotrienos. Estas substâncias desencadeiam os sintomas habituais, incluindo febre e dor. Depois de alguns dias, o corpo muda para a segunda fase, em que os macrófagos M2 se tornam ativos, produzindo mediadores que resolvem inflamação (chamados resolvinas) para terminar o processo e promover o reparo tecidual.

Para o estudo, os pesquisadores usaram um modelo celular recém-desenvolvido com sensibilidade muito alta, o que lhes permitiu investigar a eficácia de medicamentos na primeira e segunda fases da inflamação.

Para este fim, usamos células imunes humanas (M1 e M2), que pré-tratamos com o medicamento a ser testado antes de induzir uma reação inflamatória usando bactérias patogênicas“, disse Jana Gerstmeier, uma das autoras do estudo.

Gerstmeier e sua equipe então estudaram as substâncias mensageiras liberadas pelas células do sistema imunológico e tiveram insights sobre como os AINEs podem afetar a capacidade dos macrófagos M1 e M2 de produzir substâncias pró-inflamatórias e mediadores de resolução de inflamação, respectivamente.

Analgésicos como ibuprofeno e aspirina pertencem a uma classe de medicamentos chamados anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). AINEs têm com alvo as enzimas que ajudam na formação de compostos pró-inflamatórios, aliviando os sintomas da fase inicial da inflamação. No entanto, os pesquisadores também descobriram que eles interferem na segunda fase da inflamação – a parte em que o corpo começa a reparar os tecidos.

Os medicamentos convencionais intervêm igualmente em ambas as fases”, explicou Gerstmeier. “Eles reduzem a produção de substâncias mensageiras pró-inflamatórias e mediadoras que resolvem a inflamação.

Os medicamentos não inflamatórios devem, idealmente, ser capazes de interferir apenas na primeira fase e reduzir a inflamação. Eles não precisam prejudicar o processo que ocorre na segunda fase, que resolve a inflamação.

AINEs aumentam o risco de doença cardíaca

Os anti-inflamatórios não esteroides estão entre os medicamentos mais utilizados no mundo. Além de tratar a dor, estes também são usados ​​para gerenciar outras condições, como cãimbras musculares, osteoartrite e dor relacionada à gota. Atualmente, os AINEs vendidos sem prescrição médica incluem aspirina, ibuprofeno e naproxeno.

Em 2005, a Food and Drug Administration divulgou uma advertência sobre os perigos de tomar AINEs, especialmente o naproxeno e ibuprofeno, pois podem elevar a pressão arterial e causar insuficiência cardíaca. Isto foi trazido à luz graças ao AINE rofecoxib, que causou 140.000 ataques cardíacos nos EUA durante os cinco anos em que foi vendido. O site Natural News cobriu esse risco específico e explicou como os AINEs aumentam o risco de uma pessoa ter um ataque cardíaco dentro de uma semana de uso.

Enquanto a maioria dos médicos recomenda limitar os AINEs ao uso a curto prazo, uma ótima alternativa para evitar o uso de AINEs é a água com gengibre. Muitos estudos mostraram que a água com gengibre pode aliviar a dor e funciona como os AINEs, sem os efeitos adversos.

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Fontes:
– Natural News: How do anti-inflammatory drugs work, and what are their side effects? Researchers study commonly used OTC meds
– Science Daily: Stopping inflammation from becoming chronic
– FASEB Journal: Targeting biosynthetic networks of the proinflammatory and proresolving lipid metabolome
Notícias Naturais: [Estudo] Analgésicos Comuns como o Ibuprofeno Demonstraram Aumentar o Risco de Ataque Cardíaco Dentro de uma Semana de Uso
– Cleveland Clinic: Non-Steroidal Anti-Inflammatory Medicines (NSAIDs)
– Harvard Health Publishing: FDA strengthens warning that NSAIDs increase heart attack and stroke risk

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