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Quanto tempo você gasta olhando para uma tela todos os dias? Não estamos nos referindo apenas às horas que você gasta parado em frente ao computador no trabalho; o que acontece com a TV que você assiste quando chega em casa e os artigos que você lê no seu smartphone na cama?

Os números de horas que as pessoas usam para responder a essa pergunta têm aumentado nos últimos anos, e agora os médicos estão alertando que a luz azul emitida pelos dispositivos tecnológicos está causando estragos em nossa saúde de novas maneiras. Embora saibamos há algum tempo que isso pode atrapalhar seus padrões de sono e o relógio interno do seu corpo, isso também está levando a preocupações com a visão e a pele.

A luz visível de alta energia, ou luz azul, tem o comprimento de onda mais curto no espectro de luz visível, e nossa crescente exposição a ela provocou uma série de estudos sobre seus perigos – e os resultados não são muito reconfortantes. No ano passado, um estudo mostrou que ela pode prejudicar a visão e tornar a cegueira mais rápida. A exposição a esse tipo de luz pode desencadear moléculas tóxicas que matam as células dentro dos olhos, levando à degeneração macular e à perda de visão associada a ela. Essas mudanças não são vistas quando as células são expostas a outros tons de luz, como vermelho, amarelo ou verde.

Médicos e outros especialistas apontaram as telas dos telefones no escuro como sendo particularmente perigosas. No escuro, suas pupilas se dilatam, o que permite que tudo que é emitido pelo dispositivo entre.

Mesmo que não o torne cego, o uso da tela pode causar fadiga ocular digital. Pode parecer relativamente inofensivo, mas as dores de cabeça, a visão embaçada, a fadiga e os olhos secos que isso causa podem afetar seriamente a qualidade de vida e a produtividade. Há também o fato de que você pisca muito menos quando está olhando para as telas do dispositivo do que o normal, o que pode levar a olhos secos.

Fora a visão, os problemas podem ser ainda mais sérios. Por exemplo, a pesquisa mostrou que a luz azul à noite poderia contribuir para problemas como doenças cardíacas, diabetes, obesidade e até câncer. A exposição a essa luz suprime a secreção de melatonina do seu corpo, que influencia seus ritmos circadianos; acredita-se que os níveis mais baixos de melatonina estejam associados ao câncer. Não é apenas a luz azul das telas que você precisa se preocupar aqui; luzes LED energeticamente eficientes também podem aumentar a sua exposição ao comprimento de onda azul.

Então há o dano de pele que ela pode causar a ser considerado. Você pode não associar imediatamente a luz azul a problemas de pele, mas como a luz UV, ela tem o poder de danificar e envelhecer prematuramente sua pele. Alguns dermatologistas dizem que podem identificar facilmente alguém que tende a tirar muitas fotos de si mesmos ou identificar que orelha as pessoas usam para falar ao telefone simplesmente olhando para a pele. Um dermatologista de Londres diz que viu pessoas na “geração selfie” com o que ele chama de “cara de tela”, e isso é apoiado por pesquisas que mostram que a luz azul causa danos oxidativos, inflamação e pigmentação desigual. Também pode tornar a pele mais fina.

O que você pode fazer para se proteger da luz azul nociva à noite?

Alguns optometristas sugerem seguir o que é conhecido como a regra 20-20-20: desvie o olhar da tela pelo menos a cada 20 minutos e concentre-se em algo que esteja a cerca de 20 pés de distância (ou 6 metros) por 20 segundos.

À noite, mude para luzes vermelhas fracas, pois esse tom tem o menor potencial para suprimir a melatonina e mudar seu ritmo circadiano.

Se você precisar usar dispositivos eletrônicos à noite, use configurações ou aplicativos que filtrem os comprimentos de onda azuis assim que escurecer, ou dê um passo além e invista em alguns óculos de bloqueio de luz azul. Não sujeite os seus olhos, pele, sono e saúde geral a este tipo problemático de luz!

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Fontes:
5G Alert: The dark side of blue light: Constantly looking at a screen is bad for your eyes, skin, sleep and health
– Daily Mail: Revealed: How a phone’s blue light may harm your skin and your sight
– Harvard Health Publishing: Blue light has a dark side

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