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De acordo com os resultados de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Texas em Dallas, a nível celular, “a dor começa de forma diferente para homens e mulheres“.

O grupo de pesquisadores, que incluiu o Dr. Ted Price, Dr. Salim Megat, e seus colegas do Pain Neurobiology Research Group, determinou que o manuseio de receptores no sistema nervoso para o neurotransmissor dopamina de uma certa maneira pode deter a dor crônica em ratos. No entanto, não funciona em ratos fêmeas.

Dr. Price, professor associado de neurociência na School of Behavioral and Brain Sciences, explicou que os resultados do estudo também sugerem que existem diferenças notáveis ​​nas origens da dor entre homens e mulheres.

Ele compartilhou que apesar da mesma intensidade de dor em um sujeito masculino e feminino, os mecanismos que dirigem a dor são muito distintos. O Dr. Price acrescentou que a equipe de pesquisa determinou uma mudança celular que “reverte completamente a gênese da dor crônica em apenas no macho”. Os pesquisadores também verificaram que vários tipos de células são responsáveis ​​por impulsionar o desenvolvimento da dor.

O estudo destacou um mecanismo de dor recentemente descoberto ligado aos receptores de dopamina D5, que é uma das cinco classes conhecidas de receptores para o neurotransmissor. Os ratos geneticamente modificados que não tinham esses receptores D5 reduziram muito as respostas à dor. No entanto, isso foi observado apenas nos ratos machos.

O Dr. Price observou que a resposta era “extraordinariamente específica para os machos” e, se os resultados são replicados nos tecidos humanos, pode ajudar a provar que um medicamento antagonista D5 pode ajudar a tratar a dor nos homens.

Diferenças negligenciadas

O Dr. Price detalhou que a descoberta foi ajudada por uma determinação de quatro anos do National Institutes of Health (NIH). As experiências pré-clínicas anteriores só observaram animais machos, uma vez que não possuíam um ciclo estral para reprodução que modulasse os níveis hormonais. Quando o NIH anunciou que a pesquisa deve incluir homens e mulheres, os dimorfismos (as diferenças entre os sexos) foram logo descobertos.

O Dr. Price compartilhou que “uma variável chave” foi negligenciada por um longo tempo, e que foi somente em 2014 que eles perceberam a necessidade de levar isso em consideração. Ele acrescentou que a nova filosofia de pesquisa esclareceu porque era difícil replicar os resultados de estudos anteriores com um único sexo. Ensaios clínicos mostraram que “mais mulheres sofrem de dor crônica do que os homens”.

Graças aos recentes avanços em estudos que analisaram as diferenças cruciais entre homens e mulheres, um novo modelo para medicação para alívio da dor pode ser descoberto em breve.

Segundo o Dr. Price, os fabricantes poderão em breve desenvolver “medicamentos específicos para a dor crônica para homens e mulheres”. Em qualquer caso, o desenvolvimento de diagnósticos que possam determinar os tipos celulares de indivíduos que prolongam a dor pode permitir a “modificação do terapêutico com base no mecanismo subjacente”. No entanto, é necessário um estudo mais aprofundado antes que isso seja possível.

O Dr. Price compartilhou que, apesar da descoberta de que os receptores D5 são um alvo de alívio da dor, ele deseja desenvolver um tratamento eficaz que atenda às mulheres, já que a maioria das pessoas que sofrem de dor crônica é do sexo feminino. Ele espera incluir sua pesquisa na prova crescente do dimorfismo sexual para melhorar como a redução da dor é percebida junto com o alívio para pacientes com dor crônica, apesar do sexo.

Ele compartilhou que o mecanismo D5 não deveria ser o foco, uma vez que serve apenas como prova de que existem “diferenças mecânicas de sexo extraordinariamente fortes” quando se trata de como a dor se torna crônica. Considerando o que vários especialistas conseguiram no campo, isso é algo que deve ser cuidadosamente considerado. Pode até preparar o caminho para um avanço que possa mudar os dados atuais sobre o alívio da dor e a dor crônica.

Analgésicos naturais

Se você está sofrendo de dor crônica, considere alguns dos analgésicos naturais listados abaixo:

* Cravos – Os cravos podem ajudar a aliviar a náusea e tratar resfriados. Os cravos também podem ser usados como parte de um analgésico tópico.
* Cúrcuma – A cúrcuma contém o composto curcumina, um antioxidante que pode proteger o corpo dos radicais livres que podem danificar células e tecidos. A cúrcuma pode ajudar a tratar muitas condições como câncer, indigestão, psoríase e úlceras.
* Casca de salgueiro – A casca de salgueiro é usada para aliviar a inflamação, a razão por trás da maioria das dores. A casca do salgueiro branco contém uma substância química chamada salicina, que é semelhante ao principal ingrediente da aspirina (Bayer).

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Fontes:
Tudo Saudável: [Estudo] A dor Origina-se Diferentemente em Homens e Mulheres
– Natural News: More biological differences discovered: Pain originates differently in males than in females
– UTD: Study: Pain’s Origins May Be Significantly Different in Males and Females
– Health Line: Acupuncture

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