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Uma nova pesquisa publicada na revista científica Psychotherapy and Psychosomatics identificou uma ligação forte e aparentemente causal entre o medicamento inibidor da bomba de prótons (IBP) para redução de ácido do estômago e a depressão grave, a qual os pesquisadores dizem que é provavelmente um resultado da forma como estes medicamentos interrompem severamente o microbioma intestinal.

A análise comparativa do estudo analisou 2.366 pacientes que, em algum momento, tomaram IBP e desenvolveram o transtorno depressivo maior subsequente. Ela também avaliou 9.464 indivíduos sem transtorno depressivo maior para ver se havia alguma variação entre os dois grupos que poderia implicar em IBP prejudicando o delicado ecossistema bacteriano do corpo.

Depois de examinar todos os dados, os pesquisadores determinaram que o risco de depressão maior aumenta significativamente quando uma pessoa recebe IBP, como pantoprazol, lansoprazol e rabeprazol, sugerindo que o consumo de IBP está causando grandes danos em certos subgrupos de pacientes que os tomam.

A questão parece se originar da maneira como os IBPs interferem no eixo cérebro-intestino, um sistema de sinalização bioquímica que existe entre o trato gastrintestinal (GI) e o sistema nervoso central. De alguma forma, os IBPs eliminam esse eixo, o que prejudica o equilíbrio microbiano intestinal e interfere diretamente na sua regulação de substâncias químicas cerebrais.

Embora os IBPs estejam no mercado há várias décadas, seu perfil de segurança está sendo questionado agora. Seus efeitos adversos podem ser enormes, pois um microbioma intestinal desequilibrado pode levar a fraturas ósseas, pneumonia, infecção gastrointestinal, demência e várias outras condições de saúde.

A microbiota intestinal e a depressão demonstraram estar intimamente relacionados através da influência de micro-organismos no eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, função do sistema nervoso central e conexões bidirecionais entre a microbiota intestinal e neurotransmissores“, escreveu a equipe.

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Os IBPs demonstraram inibir a absorção de nutrientes, levando à desnutrição

Além disso, o estudo identificou algumas conexões poderosas entre o consumo de IBP e a deficiência de nutrientes. Conforme relatado em seu resumo, o estudo explica que os IBPs inibem a absorção de micronutrientes como o magnésio e a vitamina B12, cuja deficiência está associada à depressão maior.

Além de danificar bactérias benéficas no intestino, os IBPs também podem contribuir para a formação e disseminação de variedades prejudiciais. Um estudo anterior publicado no mesmo jornal identificou uma ligação entre os IBPs e um risco aumentado de desenvolver infecções graves.

Os pesquisadores identificaram especificamente o Clostridium difficile, ou C. diff, uma infecção muito séria de “superbactéria” que frequentemente se espalha entre os idosos nos hospitais. Pacientes que tomam IBP têm um risco aumentado de desenvolver C. diff e outros tipos similares de infecções, como Enterococcus, Streptococcus, Staphylococcus e até mesmo Escherichia coli, ou E. coli.

As diferenças entre os usuários de IBP e não-usuários observadas neste estudo estão consistentemente associadas a mudanças em direção a um microbioma intestinal menos saudável”, escreveu a equipe de pesquisa.

Essas diferenças estão de acordo com mudanças conhecidas que predispõem a infecções por C. difficile e podem potencialmente explicar o aumento do risco de infecções entéricas em usuários de IBP. Em um nível populacional, os efeitos do IBP são mais proeminentes do que os efeitos dos antibióticos ou outros medicamentos comumente usados.

Se isso não for suficiente, uma pesquisa publicada na revista BMJ Open, em 2017, descobriu que tomar IBPs aumenta drasticamente o risco de morte súbita. Os cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Washington avaliaram dados de cerca de 300.000 pessoas e chegaram à conclusão de que os médicos precisam ter muito mais cuidado ao prescrever IBPs devido ao imenso dano que eles podem causar.

Não importa como cortamos e dividimos os dados deste grande conjunto, vimos a mesma coisa: há um aumento do risco de morte entre usuários de IBP“, declarou o autor sênior Dr. Ziyad Al-Aly. “Por exemplo, quando comparamos os pacientes que tomavam bloqueadores H2 com aqueles que tomavam IBP por um a dois anos, descobrimos que aqueles que tomaram IBP tinham um risco 50% maior de morrer nos próximos cinco anos”.

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Fontes:
– Natural News: Proton pump inhibitors linked to increased risk of depression due to destructive effects on gut microbiota
– Alpha Galileo: Could pills for the stomach cause depression?
– Karger: Use of Proton Pump Inhibitors and Risk of Major Depressive Disorder: A Nationwide Population-Based Study
– BMJ Journals: Proton pump inhibito
– Natural News: Heartburn drugs (Proton Pump Inhibitors) linked to sudden death risk

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