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Quando você ouve a palavra “bactéria”, sua reação pode ser de desgosto. A palavra traz à mente doenças e as imagens grosseiras de bactérias, mas também podemos nos beneficiar das bactérias – dentro do microbioma intestinal, diz o Dr. Pere Santamaria.

Um microbioma é uma coleção de micróbios ou micro-organismos que vivem em um ambiente e isso resulta em um “mini-ecossistema“. Nos seres humanos, um microbioma é formado por “comunidades de bactérias simbióticas, comensais e patogênicas“. O microbioma humano também abriga fungos e vírus.

De acordo com Santamaria, “as bactérias que temos em nosso intestino realmente têm muitas funções benéficas. Elas ajudam na nossa digestão, impedem a infecção por agentes patogênicos e educam nosso sistema imunológico sobre o que combater“. Em um estudo recente, a proteína presente no microbioma intestinal mostrou uma nova função que provou ter um efeito significativo em indivíduos que sofrem de doença inflamatória intestinal (DII).

O estudo de Santamaria e da Dra. Kathy McCoy, da Cumming School of Medicine (CSM) da Universidade de Calgary, foi publicado recentemente na revista Cell. Descobriu-se que um novo mecanismo presente no microbioma intestinal ajuda a regular as células pró e anti-inflamatórias. McCoy compartilhou: “Descobrimos que uma proteína manifestada por bactérias intestinais chamada Bacteroides trabalha para prevenir a DII ao recrutar rapidamente glóbulos brancos do sangue para matar uma célula do sistema imunológico que é responsável pela orquestração da DII“.

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Ela continuou: “Nós achamos que este mecanismo provavelmente está envolvido na prevenção da maioria das pessoas que desenvolvem DII“.

No sistema imunológico, o microbioma humano define os parâmetros que permitem ao nosso corpo decidir o que é bom e ruim para nós. O microbioma mantém a ordem e o equilíbrio nas comunidades que residem dentro dele, de modo que todos os patógenos que esperam causar estragos no seu corpo são minimizados. Os microbiomas também impedem o sistema  de se atacar a si próprio.

Mas Santamaria advertiu que a proteína pode fazer com que os glóbulos brancos reajam de forma exagerada quando detectarem a presença de bactérias de DDI, o que, por sua vez, provoca doenças como essa. Quando superestimados, esses glóbulos brancos podem até causar distúrbios auto-imunes como diabetes. Ele acrescentou: “Esta descoberta demonstra o efeito que o microbioma intestinal tem no sistema imunológico e revela um novo mecanismo através do qual as mudanças no microbioma intestinal podem aumentar o risco de distúrbios auto-imunes. Embora temos olhado especificamente para a DII, é provável que existam muitas proteínas no intestino que contribuam para o desenvolvimento de outras doenças auto-imunes através de mecanismos similares“.

Para que o microbioma intestinal progrida, uma única bactéria deve ser isolada em modelos animais para ajudar a descartar outros fatores ambientais. McCoy compartilhou que os ratos livres de germes iniciaram sua colaboração de pesquisa com Santamaria.

Antes de se juntar à UCalgary, McCoy estava estudando os ratos livres de germes na Universidade de Berna, na Suíça. Ela falou sobre como Santamaria lhe enviou algumas de suas estirpes de ratos para que ela pudesse torná-las livres de germes.

McCoy acrescentou que eles foram capazes de adicionar com sucesso espécies microbianas únicas que “expressaram ou não a proteína no intestino para investigar seus efeitos“. Após seis anos, Santamaria e McCoy continuam o trabalho que começaram com os ratos livres de germes na esperança de fazer descobertas significativas com impactos positivos.

Mesmo que o caminho para a conclusão de sua pesquisa ainda não esteja à vista, os dois estão ansiosos pelo desenvolvimento de novas terapias que possam usar o poder do microbioma intestino em sua vantagem. Em novembro de 2017, a nova instalação sem germes do Centro da Microbioma do Oeste de Canadá (WCMC) será aberta no CSM. O WCMC é definitivamente um espaço adequado para analisar os benefícios das bactérias intestinais.

McCoy é também diretora do WCMC, e ela está agradecida por ter a chance de trabalhar em “microbiomas intestinais específicos sem outras variáveis ​​ambientais a serem consideradas“. Ela concluiu: “Isso nos ajudará a continuar esta pesquisa, além de completar muitos outros estudos sobre os efeitos do microbioma“.

Leia mais:

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Fontes:
– Natural News: Autoimmune disease and gut health: New study reveals how your microbiome regulates inflammation
– Science Daily: How the microbiome is linked to autoimmune disorders
– Enviro Medica: Microbiome 101: Understanding Gut Microbiota

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