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A canela-de-velho, Miconia albicans, é uma planta muito comum no Nordeste brasileiro. Pertence ao gênero botânico Miconia, da família Melastomataceae, que tem diversas contribuições na medicina popular. Vale a pena você conhecer e, se tiver alguma inflamação dolorosa, experimentar.

De que planta estamos falando?

A Miconia albicans é uma planta arbustiva (de 0,7 a 3 m de altura) também conhecida como quaresmeira-de-flor-branca, prima das outras quaresmeiras – de flor roxa e rosa – que já conhecemos. Mas, há outras plantas que são conhecidas como canela-de-velho portanto, é importante o nome científico para você saber o que está tomando. Para te ajudar na identificação correta, dê uma lida aqui.

Uma outra canela-de-velho é a Cenostigma macrophyllum Tul. var. acuminata ou caneleiro, árvore do Paraná.

A canela-de-velho (Miconia albicans) já é bastante estudada por suas propriedades medicinais e curativas assim como outras plantas do mesmo gênero.

Para além do uso popular já consagrado, você poderá conferir alguns links de estudos científicos sobre essa planta: pela ação analgésica, anti-inflamatória e anti-microbiana.

Seu uso para tratar doenças dolorosas como artrites, artroses e reumatismo tem ampla comprovação nas comunidades tradicionais da região nordeste.

Alguns estudos apontam também as suas propriedades terapêuticas no tratamento do Mal de Chagas pois afeta o Tripanossoma cruzis, causador desta doença.

Descrição da planta

Nome científico: Miconia albicans

Família: Melastomataceae

Nome popular: Canela-de-Velho

Partes usadas: Parte aérea da planta (folhas)

Princípio ativo: Flavonoides e compostos triterpênicos (ácido oleanólico e ácido ursólico)

Propriedades medicinais: Anti-inflamatória, analgésica (anti-nociceptivo), antioxidante, antimutagênica, antimicrobiana, antitumoral, hepatoprotetora, tônica digestiva

Tratamento terapêutico: Artrose, artrite reumatoide, fibromialgia, dores e inflamação das articulações, dores na coluna, bursite, redução de radicais livres, purificação do sangue, reumatismo, tendinite e muito mais

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Uso do chá

O uso do chá de canela-de-velho é eficaz também para tratar dores resultantes de tendinites, torcicolos, bursites e outros processos inflamatórios, especialmente aqueles que são acompanhados de inchaço local.

Receita do chá de canela-de-velho

* Você vai precisar de 15 folhas da planta.

* Coloque as folhas na água (1 litro) e deixe ferver por 30 segundos – você deverá fazer uma decocção leve (quando se ferve a planta junto com a água, por um tempo determinado) – desligue o fogo, tampe a panela e deixe descansar uns minutinhos.

* Coe e tome duas xícaras por dia, uma antes do almoço e uma antes do jantar e o sobrante, outras duas xícaras, use para banhar as áreas doloridas. Algumas pessoas indicam que se pode tomar até 3 xícaras ao dia.

Refaça o chá diariamente

Para ter resultado você deverá tomar o chá, diariamente, por pelo menos 30 dias e, segundo as indicações, poderá seguir tomando até por mais 60 dias. Ou seja, o chá de canela-de-velho é um medicamento de uso prolongado e continuado.

O processo de tratamento difere de pessoa para pessoa – algumas pessoas, dependendo do estágio da doença, já obtêm bons resultados (a redução das dores) a curto prazo, 1 semana – porém, seus bons efeitos, para serem continuados, precisam de que você continue usando o chá, tanto para tomar quanto para banhar os locais inflamados e doloridos.

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Fontes:
Green Me: Canela-de-Velho, uma Planta Milagrosa contra Artrose, Artrite e Dores em Geral
– Scielo: Evaluation of the in vitro antimicrobial activity of crude extracts of three Miconia species
– De Gruyter: In vivo Analgesic and Anti-Inflammatory Activities of Ursolic Acid and Oleanoic Acid from Miconia albicans (Melastomataceae)
– PPmac: Propriedades terapêuticas de triternos ácidos na doença de Chagas experimental – avaliação em fase aguda da infecção (PDF)

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