Notícias Naturais

Microcefalia Herbicida 24-D Pode Estar Ligado ao Surto no Nordeste do PaísA mídia alarmou esta semana sobre o surto de microcefalia no Nordeste do país. Mas o que não foi noticiado e, possivelmente pode ser a causa, é o uso indiscriminado do herbicida 2,4-D.

O herbicida 2,4-D (ácido diclorofenoxiacético) foi desenvolvido a partir de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, sendo na década de 1960 um dos componentes do agente laranja (junto com o 2,4,5-T, na Guerra do Vietnã). É um produto que tem eficácia contra plantas de folhas largas, sendo por isso utilizado para desbastar as florestas, em mais uma guerra provocada, onde os EUA alegava seu uso para poder “enxergar seus inimigos”. Porém, mais do que isso, foi usado como arma química, causando a morte e malformações em milhares de pessoas (**). Ironicamente, a empresa Dow é do mesmo país (EUA) que se diz contra as armas químicas e usa esta “justificativa” para poder atacar agora a Síria.

Abaixo, o estudo sobre a toxicidade do herbicida 2,4-D e sua relação à microcefalia:

A toxicidade aguda e crônica de curto prazo tanto do herbicida n-butil éster do ácido 2,4-diclorofenoxiacético (2,4-D) e uma formulação comercial (CF) foram avaliados em embriões Rhinella arenarum (antigamente chamado de Bufo marinus)  em diferentes estágios de desenvolvimento. 

Os efeitos adversos foram analisados ​​por meio das curvas iso-toxicidade para mortalidade, malformações, susceptibilidade dependente de fase, e características ultra-estruturais. 

Para todas as condições experimentais, o CF foi mais tóxico, até 10 vezes,  do que o ingrediente ativo, sendo a fase de boca aberta (S.21) a mais sensível ao herbicida. Para as condições de tratamento contínuo, o desenvolvimento embrionário inicial foi o mais suscetível ao 2,4-D e ao LC50 respectivamente. 

Além disso, tanto o ingrediente ativo quanto o CF foram altamente teratogênicos, resultando em tamanho reduzido do corpo, atraso no desenvolvimento, microcefalia, agenesia das guelras, e processos de proliferação celular anormal, como principais efeitos adversos. 

De acordo com a EPA dos EUA, o 2,4-D em cenários agrícolas pode ser até três vezes mais elevado do que os valores NOEC para efeitos teratogênicos relatados neste estudo. Portanto, eles podem representar um risco para os anfíbios. Este estudo também destaca a relevância de informar a susceptibilidade dos embriões em diferentes estágios de desenvolvimento tanto para o ingrediente ativo e o CF dos agroquímicos, a fim de proteger os organismos não visados.

Leonardo Melgarejo, da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos, alertou que a sociedade está sendo enganada com o discurso de que a presença dos agrotóxicos limita-se à lavoura. “Esse tema diz respeito igualmente ao campo e à cidade. Não existe uma ingestão diária aceitável de agrotóxico, nem um limite mínimo que pode ser considerado seguro. O consumo anual de veneno no Brasil já supera o estágio do balde por pessoa”, disse o engenheiro agrônomo.

Falta apoio de universidades e laboratórios

Carlos Paganella, procurador do Ministério Público do Rio Grande do Sul e coordenador do Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos, afirmou que a Anvisa tem sido insuficiente para barrar o uso de substâncias como o paraquat, o 2,4 D e o glifosato. Além disso, acrescentou, muitas dessas substâncias estão sendo utilizadas para outros fins do que aqueles que são indicados. “O glifosato está sendo usado para dessecar o trigo e antecipar a safra. O Mertin 400, um fungicida de contato da Syngenta, está sendo usado para combater um caramujo nas lavouras de arroz irrigado, o que é uma insanidade que coloca em risco a fauna destas áreas”, apontou. “Temos uma situação de descontrole e falta de fiscalização e somos fracos. Não temos a Universidade Pública trabalhando do nosso lado, produzindo pesquisas e estudos científicos sobre essa realidade. Também não temos o apoio de laboratórios de referência, uma condição necessária para resolvermos o tema das perícias”, assinalou ainda Paganella.

O procurador apontou outros buracos na regulação que alimentam essa situação de descontrole. Segundo ele, hoje, o maquinário agrícola não tem registro e regulação alguma. Além disso, acrescentou, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) é omissa no tema da pulverização aérea, o que permite que aeronaves façam a pulverização sem observar margens de segurança e distâncias mínimas em relação a fontes de recursos hídricos e áreas habitadas. A pulverização terrestre também é feita sem regra alguma. Para completar esse quadro, o contrabando de agrotóxicos segue ativo e, segundo algumas pessoas que atuam na área, é mais rentável hoje que o tráfico de drogas. Outra ausência de regulação apontada por Paganella é a falta de notificação compulsória, pelos médicos, dos casos de contaminação por agrotóxicos.

O desenvolvimento do cérebro requer asparagina para o desenvolvimento normal e função

A asparagina é considerada ser um aminoácido não essencial. A proteína é encontrada em carnes, laticínios e nozes. Os cientistas descobriram que uma mutação genética recessiva que afeta a síntese da asparagina afeta o desenvolvimento essencial do desenvolvimento do cérebro normal e função.

Os pesquisadores de genética da Universidade Duke publicaram suas descobertas na revista Neuron, no dia 16 de outubro. A pesquisa sobre o aminoácido não essencial começou quando duas famílias separadas em Israel, ambas de ascendência judaica iraniana, tiveram filhos com circunferência da cabeça menor que cresce progressivamente atrofiada, acompanhados por profundo atraso no desenvolvimento e convulsões.

Este aminoácido não essencial tem diferentes níveis dentro e fora do sistema nervoso central, e pode ser que dentro do sistema nervoso central, que ele desempenhe um papel fundamental“, disse David B. Goldstein, Ph.D., diretor do Center for Human Genome Variation e professor de Genética Molecular e Microbiologia e professor de biologia na Escola de Medicina da Universidade Duke. “O que é interessante neste caso é se nós podemos trabalhar como ele funciona, um tratamento pode ser a suplementação de asparagina na dieta.”

Goldstein e seus colegas analisaram variantes genéticas que foram compartilhadas pelos dois filhos afetados pelo desenvolvimento anormal do cérebro, mas não ocorrem na população normal. A mutação diretamente ligado à condição das crianças foi localizada no gene da sintetase da asparagina, ou ASNS, o qual controla a produção do metabolito asparagina a partir de outros aminoácidos.

Duas outras famílias localizadas no Canadá tiveram filhos que nasceram com problemas semelhantes. A análise Genética apontou para as mutações nos mesmos genes ASN.

Ao investigar os casos, os pesquisadores descobriram que cada um dos pais nestas quatro famílias compartilhavam uma característica recessiva rara que, por acaso, combinaram para resultar em um distúrbio do desenvolvimento recém-identificado em seus filhos. Mais casos são susceptíveis de vir à tona agora que a mutação do gene foi identificado.

Loja Tudo Saudável

Goldstein destacou que outras deficiências semelhantes na sintetização de aminoácidos que causam problemas neurológicos foram identificados recentemente. Estas condições têm mostrado melhora com o uso de suplementos alimentares, sugerindo que os prejuízos causados ​​pela mutação dos genes ASNS podem se beneficiar da suplementação de asparagina.

Um tema emergente é que, com estes aminoácidos “não essenciais”, o metabolismo deles não importa“, disse Goldstein. “Esta via metabólica é importante, e pode ser que a quantidade de asparagina seja a chave, ou uma formação da toxina nesse caminho causado pela mutação.

OMS classifica 2,4-D como provável cancerígeno

A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou no último dia 22 sua revisão sobre o agrotóxico 2,4-D, classificando-o como provável cancerígeno para seres humanos. O produto é o terceiro agrotóxico mais usado no Brasil, sendo aplicado nas culturas de arroz, aveia, café, cana-de-açúcar, centeio, cevada, milho, pastagem, soja, sorgo e trigo. É classificado como extremamente tóxico.

Pelas evidências científicas já acumuladas e por essa definição mais recente do IARC, vê-se que se trata de produto que já deveria estar com seus dias contados e a caminho da banimento, como já fizeram em 1997 Dinamarca, Suécia e Noruega.

Na contramão desse processo segue a CTNBio, que em decisões recentes liberou a comercialização de variedades de soja e milho transgênicos resistentes exatamente ao 2,4-D. Assim, um produto que deveria sair do mercado acaba de ver no Brasil enorme possibilidade de perpetuar e aumentar suas vendas, à custa da saúde pública e do ambiente.

Em março, a mesma agência classificou o glifosato, ingrediente do herbicida mais usado no Brasil e no mundo, também como provável agente carcinogênico para humanos.

Após a nota do IARC a Anvisa comprometeu-se a concluir a reavaliação toxicológica do glifosato. Espera-se que agora assuma o mesmo compromisso no que se refere ao 2,4-D.

Participe da discussão no Fórum Notícias Naturais.

Leia mais:

Em 2014 Cada Brasileiro Consumiu 73 Litros de Agrotóxicos
Em 2014, Cada Brasileiro Consumiu 7,3 Litros de Agrotóxicos

cuidado Muitos Repelentes contra Insentos Possuem Químicos Perigosos Usados na Guerra do Vietnã
Cuidado! Muitos Repelentes contra Insetos Possuem Químicos Perigosos Usados na Guerra do Vietnã

Fontes:
– Green MedInfo: Stage-dependent toxicity of 2,4-dichlorophenoxyacetic on the embryonic development of a South American toad, Rhinella arenarum.
– RSurgente: Novos riscos dos transgênicos na agricultura: o herbicida 2,4-D, componente do “agente laranja”
– RSurgente: Encontro debate como tornar efetivo o direito à informação sobre agrotóxicos
– Natural News: Brain development requires asparagine for normal development and function
– Food Exposed: Asparagine essential for Brain Development.
Em Pratos Limpos: OMS classifica 2,4-D como provável cancerígeno

33 Comments

  • Mary disse:

    Não tenho palavras…….Diante de tantas coisas acontecendo…

  • Unk disse:

    Crime hediondo!!!

  • FÁBIO disse:

    é lamentável, vívida “consciência” que assola e destrói POVO HONESTO e DESNUTRIDO de INFORMAÇÃO, e por isso, essa tal “consciência”, sê-lhe faz “vítima” da mesma opulência que sê lhe fez condutora e sê-lhe faz continuamente opressora e legitimamente condutora da MISÉRIA INTELECTUAL, SOCIAL e HUMANA!!!!!!!!!!

  • Veroni disse:

    Boa noite. E agora a culpa é. Dos mosquitos. …..

  • Ericka disse:

    Muito estranha essa PRESSA e essa TEIMOSIA das autoridades em RELACIONAR a MICROCEFALIA com o ZIKA VÍRUS.

    Tem ALGUMA COISA MUITO ERRADA nessa história.

    Um país sério estabeleceria uma cadeia de informações desde a origem até as pessoas infectadas e, DADA A ENORME QUANTIDADE DE BEBÊS recentemente NASCIDOS COM MICROCEFALIA, já teria um BANCO DE DADOS rico o suficiente para se estabelecer a ORIGEM dos pacientes, possíveis ELOS COMUNS, as REGIÕES DE RISCO, vários EXAMES MÉDICOS, pesquisas EM ALIMENTOS, pesquisas de CONTATO COM HERBICIDAS, levantamentos ambientais etc.

    Nada disso foi feito no Brasil e a relação microcefalia-zika se firmou em virtude de APENAS DOIS CASOS de gestantes comprovadamente com o vírus – ISSO NÃO É NEM UM POUCO CIENTÍFICO.

    Em 2013 houve um surto de Zika Vírus na POLINÉSIA FRANCESA com INÚMEROS CASOS EM GESTANTES mas NÃO HOUVE RELATO DE MICROCEFALIA por lá.

    O Zika Vírus apareceu no Brasil HÁ POUCO TEMPO mas já existia HÁ DÉCADAS na ÁFRICA e na ÁSIA (desde 1947) SEM RELATOS DE MICROCEFALIA relacionados a esse vírus.

    O HERBICIDA 2,4 D é uma hipótese MUITO MAIS PALPÁVEL que o zika vírus. Muito mais palpável também, é a hipótese de a VACINA CONTRA HPV estar causando microcefalia, afinal, quase todas as mães de bebês microcefálicos tomaram essa vacina.

    PARABÉNS AO NOTÍCIAS NATURAIS.

    A imprensa em geral tem dado tão pouca cobertura a essa verdadeira epidemia de microcefalia que parece que todos os jornalistas brasileiros viajaram para Paris.

    • cida disse:

      Eu também acredito, que há algo muito sério acontecendo e as autoridades são comprometidas com os poderosos e não pode informar a população. A toxidade dos alimentos , da água de tudo, os transgênicos as carnes enfim, é uma gama de contribuintes para dizimar a população..,

  • WELLINGTON LUIZ DE SOUZA disse:

    O COMBATE AO VETOR DA DENGUE SE DA NOS RESERVATÓRIOS , PORQUE NÃO CRIAR UMA POLÍTICA PUBLICA DE LAJEAR TODOS DEPÓSITOS TIPOS PRIORITÁRIOS , CAIXA D AGUA,TANQUES,CISTERNAS E CACIMBAS , SERIAS PARALELAMENTE CRIADA UMA LEI QUE QUEM CONSTRUIR NOVOS DEPÓSITOS SERIA OBRIGADA A LAJEAR SOB PENA D EMBARGAR A OBRA , AO INVÉS DE GASTAR BILHÕES COM LARVICIDAS E INSETICIDAS..

    • Paulo Andrade disse:

      Wellington, o mosquito não se cria só aí onde você indicou. Se fosse, era sensata sua proposta. O problema é que ele se cria em água parada em qualquer tipo de lixo a tranqueira estocados nos quintais, e isso é muito difícil de controlar.

  • Bernardo Ehle disse:

    Bom dia

    Parabéns pelo texto. Muito bem escrito. Gostaria de saber por que os casos de microcefalia estão acontecendo no NE e não no Sul e Centro Oeste, justamente onde é sabido que o uso desses produtos é muito maior? Quando fizeram testes no conteúdo umbilical dos bebes afetados, os médicos encontraram o vírus Zyca e não o 2,4. Estes médicos estão errados?

    • CRISTINA SCHUMACHER disse:

      1 – o estilo de vida no sul e completamente diferente do Nordeste, não ha como comparar. 2 – quanto a questão dos vírus e superbactérias, elas são feitos pela NATUREZA para reciclar, portanto seres envenenados sempre serão mais suscetíveis, porque são menos saudáveis.
      3 – procure pesquisar o índice de microcefalia por herbicidas, no Sul houve muitos relatos de acefalia…
      Aprender a consumir, sem violentar a Natureza, e plantar o próprio alimento, caminho de paz e saúde para todos Brasileiros!

    • DANIELA disse:

      Eu acho que o uso de agrotóxicos ocorre em todo o país e o Sudeste exporta produtos e alimentos para todo o Brasil, atingindo a população em geral. Pode ocorrer também a diversidade de produtos que as pessoas consomem de uma região para outra. No Sudeste as pessoas são mais esclarecidas quanto a qualidade dos alimentos. Só acho, porque não sou cientista.

  • Cibele Fernandes disse:

    Conheço um jovem médico de minha cidade: São João dos Patos-Ma, que teve dois filhos com microcefalia há pouco tempo, e outra moça que teve uma filha também, e todos procurando investigar as causas e sem encontrarem respostas. Muito triste.

  • Wolfgang disse:

    A ignorância tem seu preço !!! Não dá para confiar nas autoridades políticas e nem nas representações científicas !!! Se um cientista acha que não faz parte de um esquema que se desviou da razão de servir para o bem estar do próximo, da humanidade, então, parabéns ! Começa ajudar para construir uma ciência que trabalha na prevenção e na conquista de conhecimentos que contribuem para a maximização dos fatores benéficos para a saúde e bem estar do homem !!! O atual caminho de querer descobrir o ‘último’ detalhe do mecanismo que provoca a morte destes venenos e colaborar para determinar doses mínimas ‘aceitáveis’ que não matam na hora ou num curto prazo, é doentio, perverso !!! Quantos crimes contra a natureza e a humanidade não são cometidos pelas grandes empresas da agroquímica, e das que fazem manipulação genética, graças ao conhecimento que equipes de ‘grandes cabeças da ciência’ entregou para a exploração econômica, contra a vida. Outros grandes crimes de dimensão global estão na gaveta de empresas que brincam com a morte inventando doenças contagiosas para oferecer depois ‘vacinas’. A ganância por dinheiro e poder não conhece limites e muito menos valores humanos. Precisamos ter coragem de reconhecer este caminho de escuridão que estamos trilhando, para criar uma vontade de verdade de olhar para a luz. Neste momento imediato você só tem na sua mão o poder de escolha de não consumir mais um monte de produtos e aprender a ficar feliz assim mesmo !!!

    • Paulo Andrade disse:

      Wolfgang, muito pior do que procurar os mecanismos pelos quais um produto causa um dano, seja à saúde, seja ao ambiente, é acreditar na intuição individual ou coletiva. Esta intuição dizia que a peste negra era provocada pela contaminação dos poços de água pelos judeus, que a ´malária era causada por miasmas aéreos e um mundo de outras tolices semelhantes. A intuição também diz que as doenças são inventadas por empresas sedentas de lucro (quem será que inventou a dengue, a doença de Chagas, a tuberculose e a gonorreia?) e por aí vai.
      Se largarmos a ciência de lado, não teremos mais olhos para ver e somente perceberemos o lusco-fusco dos reflexos da ignorância.

  • fatima baiotto fabrin disse:

    Tenho plena certeza que os humanos estão se matando aos poucos e projudicando inocentes com os usos absurdos de venenos altamente tóxicos que são usados em tudo praticamente.

  • Evandrei disse:

    Texto bem escrito, mas para falar de um efeito cancerigêno ou de qualquer outra doença provocada precisa-se dos resultados cientícos com uma metodologia validada e técnicas estatísticas que validem os resultados e ainda estarem publicados em um periódico de confiança.

  • jair teixeira disse:

    Como a mídia gosta de manipular as coisas. Essa historia de mosquito, não vá colar não. Vamos divulgar essa reportagem pra o Brasil…..

    • Carolina Camilo Correia disse:

      Jair, existem políticas para o controle do mosquito há muitos anos, desde as primeiras epidemias de Dengue, mas a população não colabora. Se bloqueamos um vetor, reduzimos a epi. Princípio básico e barato. A ingestão de agrotóxicos também é preocupante, mas o metabolismo deles é diferente da ação dos vírus. A vacina contra Dengue já está muito próxima de distribuição, da mesma forma como aconteceu co Febre Amarela, próxima de extinção. Existe vacina para malária, mas infelizmente, não é produzida nem distribuída no Brasil.

  • Isis disse:

    Não é uma questão de manipulação, são dados de pesquisa. Enquanto precipitadamente a mídia acusava o Nordeste de ser despreparado no diagnóstico na microcefalia, médicos paraibanos, juntamente com a Fio Cruz, realizaram testes no líquido amniótico de fetos, evidenciando-se a presença do Zika Virus e contribuindo para o avanço de um diagnóstico até então nebuloso, que, mesmo assim, ainda não está definido. Poderíamos deixar de lado o preconceito e o bairrismo em prol da saúde coletiva. Enquanto são especulações, acho pouco provável o fato de agrotóxicos terem causado esse surto. E por que não ocorreu em outras regiões do país? Somente há presença de agrotóxicos no Nordeste? Enfim, façamos nossa parte. Se a causa do aumento do número de crianças com microcefalia não for atribuído ao mosquito, combatê-lo será sempre a melhor opção, pelos outros malefícios à saúde que pode trazer.
    Falar menos e agir mais.

    • antonio amaro disse:

      Sim, mas e a verdadeira causa da microcefalia? Porque, até agora, números do ministério da saúde comprovam que só 17 dos mais de 400 casos estão relacionados ao zica. Não deveríamos descobrir a causa principal? OU vamos aceitar tudo o que esse grupo financiado pelos poderosos dizem, calados? Não é só falar, mas tudo começa com a informação ampla e democrática.

  • Carolina Camilo Correia disse:

    Por exemplo, a região de MG, devastada e alagada, será uma provável área de grande reprodução de mosquitos.

    • Paulo Andrade disse:

      Carolina, o Aedes aegypti não se reproduz em ambientas abertos, ele é essencialmente urbano e prolifera nas águas que nós guardamos para nosso uso. O risco nas áreas devastadas de ´MG é mínimo.

  • Berta Andrade Câmara disse:

    E o Zika virus detectado, entra aonde neste sofisma?

  • Paulo Roberto disse:

    Muito bom o texto, com o qual concordo inteiramente. O Zika vírus foi descrito pela primeira vez no Brasil em maio de 2015. Até aqui poucos casos foram confirmados. Como esse vírus pode ser responsável pelo aumento absurdo dos casos de microcefalia no nordeste? A Bahia é o estado que comunicou o maior número de suspeitas do Zika vírus e não teve aumento significativo dos casos de microcefalia. Por outro lado, a ANVISA, em 2013, incentivou o uso do 2,4 D, o que rendeu um discurso no senado da senadora Kátia Abreu, elogiando a medida. O PRONAF financia a compra dos agrotóxicos a agricultores incapazes de manipular essas drogas com os cuidados exigidos. Talvez por isso o Nordeste tenha sofrido essa verdadeira epidemia de microcefalia. Lembrando, ainda, que há estudos que detectaram um alto índice de abortos em regiões onde os agrotóxicos são usados indiscriminadamente. Parabéns pelo texto mais uma vez

    • antonio amaro disse:

      Lembrando que há uma disputa para legalizar o aborto total aqui também, Inclusive sugerido pela ONU, recentemente. Vejam que tem muita coisa envolvida neste cenário conturbado. A mídia está fazendo um verdadeiro auê em relação ao zika.

  • Lena disse:

    Na minha humilde opniao tem ligaçao com contaminação vacinal. O Governo lançou Campnanha de DTP para Gravidas em Nov d 2014. Fezendo as contas..os casos foram registrados cerca d 9 meses depois, sendo que s mulheres eram vacinadas entre a 20a e 36 semana. A msioria das crianças tem menos d 12 meses. Se alguns lotes tiverem contaminados..algumas regioes serão afetadas.

  • Egon Roepke disse:

    É sempre mais fácil por a culpa num mosquito que enfrentar uma multinacional com bons advogados e muita grana pra gastar na defesa de seus pesticidas.

  • angela vescovi disse:

    Estou bege…elegemos estes assassinos assassinos para nos matarem e mutilarem em doses homeopáticas!!! Existem mulheres que estão grávidas de crianças com microcefaléia sim na região sudeste!!! A imprensa dá mais notoriedade ao nordeste para desviar a atenção dos problemas da Nação.
    Agora com esta história de impeachemant é que estamos no sal mesmo, isto sem contar a questão da Bacia do Vale do Rio Doce contaminada com metais pesados! Já pensaram que tipo de civilização irá nascer nas populações ribeirinhas?! Acredito sim que possa ser qualquer coisa menos o tal Zika Vírus. Hororisada!Hoje já li um post que estão assassindo cientistas e médicos brasileiros que descobriram uma substãncia que cura o Câncer e não é aquela do médico da USP!

  • Gicelia Gonçalves disse:

    Absurdo, a terra está gritando de dor e as autoridades, seres que dizem ser tão acadêmicos, com conhecimento, naõ realizaram que a vida é simples e o pensamento tem de ser elevado.

  • Lorena disse:

    Concordo com o texto, já pensou nas consequências econômicas que teriam as grandes empresas alimentícias, produtoras de agrotóxicos, adubos químicos, e etc com a divulgação de um estudo desse?? Não duvidem, essas empresas são muito poderosas, movimentam muito dinheiro, e manipulam inclusive os órgãos de saúde do país! Associar o aumento da microcefalia a um mosquito endêmico em todo país, inclusive sem precedentes no mundo inteiro, é no mínimo esperteza demais… ou seria burrice? É claro que não há uma associação 100% confiável, os dados não batem!!
    E em relação à maior incidência no NE, como já falaram, o Zyka Vírus foi identificado primeiro na Bahia, trazido pelos turistas na copa do mundo e foram INÚMEROS casos, foi onde mais ocorreu!! No entanto, não teve aumento significativo nos surtos de microcefalia…
    Outra coisa: Existem diversas empresas locais no NE produtoras e distribuidoras de alimentos, que no geral, tem o seu público alvo específico, cujos produtos não entram em outras regiões, já que cada região tem seus hábitos alimentares peculiares.
    Então, não seria possível que este herbicida específico estaria sendo utilizado sem limites seguros por alguma empresa local??

  • Lorena disse:

    Concordo com o texto, já pensou nas consequências econômicas que teriam as grandes empresas alimentícias, produtoras de agrotóxicos, adubos químicos, e etc com a divulgação de um estudo desse?? Não duvidem, essas empresas são muito poderosas, movimentam muito dinheiro, e manipulam inclusive os órgãos de saúde do país! Associar o aumento da microcefalia a um mosquito endêmico em todo país, inclusive sem precedentes no mundo inteiro, é no mínimo esperteza demais… ou seria burrice? É claro que não há uma associação 100% confiável, os dados não batem!!
    E em relação à maior incidência no NE, como já falaram, o Zyka Vírus foi identificado primeiro na Bahia, trazido pelos turistas na copa do mundo e foram INÚMEROS casos, foi onde mais ocorreu!! No entanto, não teve aumento significativo nos surtos de microcefalia…
    Outra coisa: Existem diversas empresas locais no NE produtoras e distribuidoras de alimentos, que no geral, tem o seu público alvo específico, cujos produtos não entram em outras regiões, já que cada região tem seus hábitos alimentares peculiares.
    Então, não seria possível que este herbicida específico estaria sendo utilizado sem limites seguros por alguma empresa local?

  • José Evilazio Uchôa disse:

    A região do Baixo Jaguaribe, no Ceará, incide casos de câncer alarmante comprovadamente relacionada ao uso de agrotóxicos. Precisa-se atenção aos dados de microcefalia desta região, pois exitem lá também casos de crianças nascidas com má formação em membros inferior e/ou superior.

  • antonio amaro disse:

    São mais de 400 casos de microcefalia, segundo o ministério da saúde, e apenas 17 casos ligados ao zica. Pergunta: Qual a causa da maioria dos casos? Ninguém aqui está abandonando a ciência, mas questionando essa interpretação manca cega, torpe e tendenciosa da ciência financiada pelas grandes empresas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close
Suporte nosso site
Social PopUP by SumoMe