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Professora Reverte Danos da Esclerose Múltipla com Dieta e Medicina FuncionalSou professora de medicina na Universidade de Iowa e a maior parte da minha carreira, acreditei sinceramente no poder da medicina moderna, em nossos últimos grandes medicamentos, em nossas intervenções de procedimento cada vez mais qualificados.

Durante muitos anos, foquei no tratamento da doença, não na criação da saúde, porque isso é o que me ensinaram a fazer. Sem dúvida, não era uma “Médica do Futuro”. (Esse é o termo que Thomas Edison utilizava para descrever um médico que “não dará nenhum medicamento, mas sim, fará com que seus pacientes se interessem no cuidado do corpo humano, dieta e na causa e prevenção da doença). Agora, no entanto, eu desejo ser uma médica do futuro. Deixe-me dizer o porquê.

No ano 2000, me diagnosticaram com esclerose múltipla, uma doença autoimune que danifica o cérebro e a medula espinhal, e é a causa mais comum de incapacidade precoce nos EUA. Me disseram que a esclerose múltipla era provavelmente devido a uma infecção anterior e fatores ambientais desconhecidos. Ninguém me perguntou ou mencionou sobre o estilo de vida, mas sim sobre medicamentos.

Me disseram que era importante que eu tomasse um dos medicamentos ABC (Avonex, Betaseron, ou Copaxone). Estas drogas modificadoras da doença poderiam diminuir em um terço a probabilidade de um ataque de esclerose múltipla aguda ou uma recaída. Isto custaria cerca de mil dólares ao mês. Hoje em dia as drogas modificadoras da doença da esclerose múltipla custam mais de 4500 dólares ao mês. Esse preço vem acompanhado de uma longa lista de efeitos semelhantes ao gripais, como dores no corpo, depressão, úlceras bucais, problemas do coração, um maior de infecções que ameaçam a vida, e inclusive a morte. Sem a necessidade de dizer que um diagnóstico de esclerose múltipla apresenta um futuro aterrador.

Mas que outra coisa eu poderia fazer?

Estava assustada. Estava aterrorizada. Como vou manter agora minha família? Fui ao melhor centro de esclerose múltipla que pude encontrar: a Clínica Cleveland. Vi os melhores médicos, recebi a melhor atenção possível na visão da medicina convencional, e tomei os mais novos e melhores medicamentos.

Mas o problema era que eu continuava lentamente em declínio. Podia sentir, e minha família podia ver. À medida em que os anos passavam, tive momentos cada vez mais difíceis devido à fadiga e à resistência aos medicamentos. Quando já não podia correr alguns poucos passos, tive que deixar de jogar futebol no pátio com as crianças. As caminhadas e as atividades físicas estavam também fora de questão. Depois de ter sido sempre uma mulher atlética, ativa, essa foi uma das coisas mais difíceis das quais tive que renunciar. Via pela janela como a família brincava sem mim.

Dieta Paleo

Então fiz uma série de descobertas. Em 2002, descobri a Dieta Paleo, por Loren Cordain, PH.D., que defendia uma dieta estilo homem das cavernas como tratamento para as doenças autoimunes como a esclerose múltipla. Embora eu fosse vegetariana há quase duas décadas, decidi seguir seu conselho. Pouco a pouco, aceitei a carne em minha dieta e renunciei os cereais e os legumes que haviam sido um dos meus pilares há mais de uma década. Meu declínio desacelerou, mas continuou. A Dieta Paleo sozinha não era suficiente.

Em 2003, mais médicos me disseram que minha doença havia feito a transição para a Esclerose Múltipla secundária progressiva (EMSP). Tomei os medicamentos de quimioterapia recomendados, Tysabri e em seguida, Cellcept, e me deram uma cadeira de rodas reclinável porque eu já não podia sentar-me por muito tempo. Percebi que a medicina convencional estava falhando. Sentia cada vez mais medo, tanto eu como minha família, porque era claro que logo estaria acamada.

Disfunção mitocondrial

Querendo evitar isso, fui em uma busca desesperada por informação. Considerei que na esclerose múltipla, o cérebro se reduz com o tempo, assim como na doença de Huntington, mal de Parkinson e o Alzheimer. Comecei a buscar no PubMed.gov, um site que é um centro de intercâmbio de artigos de pesquisa médica, e a últimas pesquisas sobre todas estas doenças, e descobri um tema comum: a disfunção mitocondrial. As mitocôndria são organelas dentro das células que trabalham para produzir energia.

Em todas estas doenças, as mitocôndrias não funcionam muito bem, o que provoca a morte precoce das células do cérebro e contração cerebral. Mas o que os pesquisadores propõem a fazer a respeito? Com mais buscas, identifiquei estudos feitos em cérebros de ratos protegidos pelo óleo de peixe, creatina e coenzima Q. Pronta para provar o que fosse, introduzi essas doses de ratos em proporção humana e comecei minha primeira rodada de auto-experimentação. A rapidez de meu declínio desacelerou-se novamente, mas continuou. Os suplementos não eram suficientes.

No ano de 2007, eu estava lutando com tanta fadiga e confusão mental que não podia mais sentar-me em uma cadeira normal. Necessitava de uma cadeira de gravidade zero ou de uma cama. Pensei que provavelmente teria que deixar de trabalhar e pedir invalidez no próximo ano, mas à medida que continuava buscando através de estudos todas as noites com a tenacidade de um cachorro atrás de um osso, fiz duas grandes descobertas que mudariam minha vida.

Terapia de estimulação eléctrica neuromuscular

A primeira foi a descoberta da terapia de estimulação elétrica neuromuscular, também conhecida como estimulação elétrica funcional (FES). Li a pesquisa sobre a forma na qual havia ajudado com a atrofia muscular nas pessoas com paralisia. Pedi a meu fisioterapeuta uma sessão de teste. Doeu, mas também me senti eufórica no final, provavelmente pelas endorfinas liberadas durante a sessão. Comecei um programa de exercício diário, juntamente com estimulação regular. No início, eu estava tão debilitada que podia fazer somente 10 minutos de movimentos ao dia, mas quanto mais eu fazia, mais forte ficava. Também comecei a meditar, para controlar o estresse.

Medicina funcional

Ao mesmo tempo, descobri o Instituto da Medicina Funcional e seu curso de educação médica contínua, Neuroproteção: uma abordagem da Medicina Funcional sobre síndromes neurológicas comuns e não comuns. Saí desse curso com uma lista de vitaminas e suplementos que meu cérebro, células e mitocôndrias necessitavam para um ótimo funcionamento por muito mais tempo.

Pouco a pouco, comecei a tornar-me mais forte. Eu fiquei em êxtase. Já não estava desistindo. Eu já sabia que não tinha nenhuma esperança de recuperação, havia aceitado o que meus médicos haviam dito outras vezes, que as funções uma vez perdidas com a EMSP se iriam para sempre.

Alimentação ou pílulas?

Minha descoberta seguinte foi mais uma realização pessoal. Decidi que se estes nutrientes adicionados poderiam causar tal impacto em mim, eu deveria chegar a eles através de uma alimentação de verdade ao invés de pílulas. Eles não estariam ainda mais potentes, ainda mais reconhecíveis pelo meu corpo, e ainda mais adequadamente “embalados” pela natureza?

Além disso, pensei que provavelmente as vitaminas produzidas nos alimentos eram mais poderosas que as versões sintéticas que estava tomando, mas onde poderia encontrar minha longa lista e nutrientes nos alimentos? Nem em textos médicos, nem em textos da ciência dos alimentos tinham esse tipo de informação. Felizmente, a internet possui, e ao usá-la eu fui capaz de criar um plano de alimentação desenvolvido especificamente para meus neurônios e mitocôndrias: vegetais verdes ricos em enxofre, legumes coloridos e bagas, carne animal orgânica, peixe selvagem, e algas. Comecei um novo regime de criação própria de nutrição intensa baseada em minhas pesquisas.

Recuperação

Foi quando a mágica começou acontecer. No mês seguinte, minha energia era muito melhor e a névoa do cérebro tinha ido embora. Dois meses mais tarde, eu estava caminhando entre as salas de exames utilizando uma bengala. Seis meses mais tarde, subi em uma bicicleta pela primeira vez em quase seis anos. Em nove meses, completei um passeio de bicicleta de 28 km com minha família. Meu mundo havia mudado por completo.

Finalmente eu pude ver: eu estava ficando melhor. Eu estava fazendo história. Ninguém com esclerose múltipla secundária progressiva recuperou as funções que havia perdido. Meu futuro estava sendo reescrito, a antiga eu, a médica da medicina interna convencional que tinha pouca paciência para a medicina complementar ou alternativa, foi atingida como Paulo a caminho de Damasco.

Agora entendo tanto intelectualmente como literalmente, a nível celular, o poder de se alimentar e viver para a saúde das células e das mitocôndrias. Mudei a maneira como praticava a medicina. Também fiz uma subvenção e financiamento garantido para por à prova minhas intervenções em outras pessoas com esclerose múltipla progressiva. Fiz uma palestra no TED, Minding your mitochondria, sobre minha experiência, apresentação que recebeu mais de 1,5 milhões de visitas online.

Veja abaixo a primeira parte do vídeo em espanhol:

Livro: O Protocolo Wahls

Escrevi um livro, “O Protocolo Wahls: Como combater a esclerose múltipla progressiva usando princípios da dieta paleo e medicinal funcional“, entrando em detalhes sobre o que fiz e o que os outros podem fazem. Se tornou uma missão ajudar aos outros e reescrever seu futuro, também.

Sou grata por ter EM. É um dos maiores presentes que poderia ter recebido. Agora sei que a dieta e o estilo de vida podem ser totalmente transformadores. Todos podemos abraçar a saúde para nós mesmos, nossa família, nossas comunidades, nossos países, nosso mundo. Todos podemos crescer mais jovens, mais fortes, mais saudáveis, consumindo uma dieta profundamente rica em nutrientes, dando às nossas células o que necessitam para curar e prosperar. Se pude fazer estas profundas mudanças em minha saúde, imagine o você pode fazer na sua.

Participe da discussão no Fórum Notícias Naturais.

A Dra. Terry Wahls é professora clínica de medicina na Universidade de Iowa, onde ensina a residentes de medicina interna, observa pacientes em uma clínica de lesão cerebral traumática, e executa ensaios clínicos. Ela também é paciente de uma doença crônica progressiva neurológica, a esclerose múltipla secundária progressiva, a qual a confinou em uma cadeira de rodas por quatro anos. Mas graças ao poder do Protocolo Wahls ™, o qual se baseia na medicina funcional e na dieta Paleo Wahls ™, a Dra Wahls restaurou sua saúde e agora pedala em sua bicicleta  8 km até seu trabalho todos os dias.

 

 

 

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Fontes:
La Vida Lucida: Curar esclerosis múltiple con dieta y medicina funcional


5 Comments

  • Joarez Franciso Gotardo disse:

    Achei fantastico sua determinação e dedicação em continuar tentando. Parabéns és uma vencedora. Sou Naturopata e gostaria de receber mais informações sobre seu tratamento se for possivel para poder ajudar alguns pacientes que possuem essa sindrome.

  • Claudercy Pereira de Barros disse:

    A natureza deu ao homem tudo om que ele necessita para uma vida sudável, o homem modifica para adoecer, O Criador pensou em tudo.

  • Minha irmã tem E M . O que eu vejo é só desanimo , já está na cadeira de rodas , sem conseguir movimentos nas pernas , aquela rigidez , Todo o gasto com o controle da doença , fisioterapia médico ressonância , tudo pago com o salário de professora aposentada , O tratamento está muito limitado , Se nosso corpo se regenera ,por que a mielina não ? Como se consegue essa dieta ? Toda a família fica sofrendo .

  • Vastí Maria de Jesus disse:

    Tenho EMPS há 24 anos, com início na forma surto-remissao. Hoje meu problema é apenas de movimento no lado esquerdo e a mão direita com dificuldades para escrever e assinar. Não tenho atrofias e nem problema de forca, mas sinto muita fadiga. Estou tomando Tecfidera há cerca de seis meses e Veniafaxina há mais de de um ano. Minha alimentação é bastante saudável. Aumentei a ingestão de proteínas e estou inferindo 08 tabletes diários de Chorell. Estou na expectativa do uso de spray Savitex, já encomendado. Espero melhorar ainda mais, a fisioterapia é de segunda a sextas, envolvendo caminhadas e exercício além de massagem. Espero ter contribuído e aguardo sugestão. Abraço

  • Vastí Maria de Jesus disse:

    Cholorella organica

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