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Rhodiola Rosea O Que é Para Que Serve Benefícios e Efeitos ColateraisA Rhodiola rosea, também conhecida como Raiz de Ouro, é uma planta perene da família Crassulaceae, comum em regiões frias do mundo, como o Ártico da Sibéria Oriental, as Montanhas Rochosas da América do Norte e as montanhas da Ásia Central e Europa. Evidências científicas sobre seus efeitos contra o estresse fez com que se tornasse um dos fitoterápicos mais populares na Europa e está ganhando espaço na América do Norte.

Esses e vários outros possíveis efeitos benéficos têm aumentado o interesse nessa planta. Mas afinal de contas, o que é a Rhodiola rosea? Para que serve? Existem benefícios e/ou efeitos colaterais em seu uso?

O que é?

Rhodiola rosea é uma planta nativa do Ártico da Sibéria, comum em regiões frias. Não é à toa que essa planta da família Crassulaceae recebeu o nome de Raiz de Ouro. Há séculos as raízes da Rhodiola têm sido usadas pelas culturas da Europa oriental e asiática para melhorar a resistência física e o rendimento de trabalho, a longevidade, a resistência a doenças provocadas por altitudes, além de vários outros usos. O ponto comum de todos esses benefícios reside no seu potencial adaptogênico.

Os componentes químicos identificados na Rhodiola rosea são:

* Fenóis (salidroside e sua aglicona tirosol);

* Glicosídeos cinâmicos (rosina, rosavina e rosarina);

* Flavonoides glicosilados (gossypetin-7-O-L-rhamnopyranosídeo e rhodioflavonosídeo);

* Taninos;

* Ácido gálico e seus ésteres;

* Óleo essencial (os mais abundantes sendo n-Decanol, geraniol e 1,4-pmentadienol).

Esses compostos e algumas propriedades deles no corpo trazem efeitos bastante interessantes. As próximas seções tratarão com mais detalhes esses pontos.

Para que serve a Rhodiola rosea? Algumas propriedades

Pesquisadores classificam essa erva como adaptógena. Na visão clínina, os adaptógenos compreendem um grupo de extrato de plantas que apresentam as seguintes ações terapêuticas:

* Aumento da atenção e da resistência à fadiga;

* Atenuação ou redução dos prejuízos e transtornos relacionados ao sistema neuroendócrino e imunológico causados pelo estresse.

A erva também é útil contra a depressão, o câncer e o mau funcionamento do sistema cardiopulmonar. Ao mesmo tempo, é indicada para hipertensão, distúrbios do sono, irritabilidade, falta de apetite e aumento no desempenho do trabalho. Alguns pesquisadores afirmam que a Rhodiola rosea também pode ser eficaz no reforço da função da tireoide, no aumento da memória e no controle da menstruação e esterilidade.

Como um adaptógeno, a raiz de ouro protege as atividades do sistema nervoso central. Este atributo deve-se à capacidade da erva de influenciar os níveis de atividade de monoaminas e de peptídeos opióides como as beta-endorfinas.

É interessante destacar que além da Rhodiola rosea, os cientistas identificaram mais de 200 espécies diferentes de Rhodiola e vinte delas têm uso presente em terapias na Ásia. Estas variedades de Rhodiola incluem R. brevipetiolata, R. alterna, R. crenulata, R. quadrifida, R. kirilowii, R. sacra e R. sachalinensis. A utilidade das ervas adaptógenas é bem voltada à preparação realizada por um atleta para qualquer competição. Permitem que o nosso corpo adapte-se à ação do estresse. Sempre que houver uma condição estressante, a ingestão de adaptógenos produz algum grau de adaptação no corpo.

Benefícios e indicações

A parte da erva que é utilizada é a raiz. Dela provêm os vários benefícios atribuídos ao seu consumo.

1. Estimulante da memória e aprendizagem

Dois estudos realizados com a Rhodiola rosea em ratos propuseram vantagens para várias áreas da aprendizagem e memória, em circunstâncias experimentais específicas. A administração oral de Rhodiola rosea na dosagem de 0,1 ml por dia durante um período de 10 dias levou a uma leve melhora nessas funções dos roedores, como por exemplo na memória de longa data.

A avalição foi estabelecida por meio de um teste de labirinto com reforço negativo. É importante notar que doses de 0,02 ml e 1,0 ml do extrato de raiz de ouro também foram utilizados durante esta experiência, mas estes não mostraram qualquer consequência significativa na aprendizagem e habilidades.

2. Ação protetora do sistema cardíaco

Pesquisas têm demonstrado que o uso de Rhodiola rosea é eficaz para diminuir ou eliminar o dano dos tecidos cardiovasculares, devido ao estresse e trauma. Além disso, o extrato de Rhodiola rosea também é útil na prevenção do declínio da força contrátil cardíaca que é causada por estresse ecológico, como por exemplo em condições de muito frio. Nesse tipo de estresse, o tratamento usando o extrato da Rhodiola rosea parece produzir algum benefício.

Verificou-se que quando o extrato de Rhodiola rosea foi aplicado em roedores em períodos predecessores a essas condições ecológicas, foi possível evitar a diminuição da contratilidade cardíaca.

3. Efeitos anticancerígenos

A administração da Rhodiola rosea parece ser um potencial agente anticancerígeno, e pode ser eficaz quando utilizada em combinação com outros agentes farmacêuticos. Verificou-se que o uso de extrato de Rhodiola rosea em ratos com certos tipos de adenocarcinoma e linfoma retardou o desenvolvimento destes males bem como prolongou a sobrevida significativamente. Também foi descoberto que a administração de extratos da Rhodiola rosea conteve o desenvolvimento e a profundidade de metástases (disseminação da doença para outra parte do corpo) em uma variedade de câncer de pulmão. Os efeitos anticancerígenos foram potencializados em combinação com a droga ciclofosfamida.

4. Imunidade

Vários estudos têm demonstrado que as medicações preparadas com extratos de raiz de ouro revigoram o sistema imune de duas maneiras. Incita diretamente a defesa imunológica por meio da promoção de um dos tipos mais importantes de células do sistema imunológico – as células-NK e as células-T.

O estresse abala a imunidade e deixa o corpo vulnerável a uma variedade de doenças. Aí reside a outra maneira que a planta atua no sistema imunológico, visto que é capaz de fazer o indivíduo menos vulnerável à tensão. Dessa forma, o extrato da planta é capaz de melhorar os níveis de células-B, cuja produção é diminuída em períodos de tensão.

5. Usos e indicações

Dadas as propriedades e benefícios da planta, os usos incluem:

* Suplementação ou reforço;

* Amenorreia ou supressão do fluxo menstrual;

* Astenia ou perda anormal de força;

* Hipertensão;

* Câncer;

* Gripes e resfriados;

* Dores de cabeça;

* Depressão;

* Fadiga;

* Insônia;

* Esquizofrenia;

* Disfunção sexual masculina.

Muitos pesquisadores afirmam que as propriedades terapêuticas da erva são altamente eficazes no tratamento de condições astênicas como a deterioração no desempenho de trabalho, distúrbios do sono, falta de apetite, irritabilidade, cansaço e dores de cabeça. Condições essas que ocorrem depois de forte estresse físico ou mental ou após doenças virais e/ou bacterianas. Esses benefícios provêm principalmente das propriedades adptogênicas da planta.

Uso

Rhodiola rosea é usada principalmente sob a forma de cápsulas, comprimidos e soluções. As quantidades recomendadas são normalmente indicadas em relação à percentagem de rosavina ou salidroside por miligrama ou mililitro. Em geral, recomenda-se 100mg do extrato, que devem corresponder a aproximadamente 3,0% de rosavina ou 0,8% a 1,0% de salidroside. Entretanto, é importante ter em mente que o extrato da Rhodiola pode conter até 12 compostos ativos que não são endossados na “padronização artificial” de somente duas de suas substâncias.

A Rhodiola deve ser tomada pela manhã porque, para alguns usuários, ela pode interferir no sono. Para outros, a ingestão desse extrato à tarde pode não causar qualquer interferência nos padrões do sono. Se o usuário ficar excessivamente ativo, nervoso ou agitado, uma quantidade menor do extrato deve ser dispensada, seguida de graduais incrementos.

Efeitos colaterais e cuidados

É importante notar que as doses de extratos de Rhodiola administrados durante os ensaios clínicos relataram ausência de quaisquer efeitos secundários adversos. No entanto, a resposta clínica inicial sugere que o consumo de extrato de Rhodiola rosea entre 1,5 g e 2,9 g pode levar à insônia em vários pacientes por alguns dias.

Os extratos da planta não devem ser tomados durante a gravidez ou lactação. Isto deve-se principalmente ao fato de que os cientistas ainda estão verificando a segurança do medicamento nesses casos. O cuidado na gravidez também deve ser maior visto que altas doses do extrato podem causar insônia, o que não é algo desejado nesse período.

Apesar desses fatos, o uso de medicamentos preparados com o extrato da planta é considerado seguro. Na verdade, não há indícios de que a Rhodiola rosea tenha qualquer interação com drogas conhecidas ou algum tipo de nutriente. Dessa forma, podem ser tomadas misturas terapêuticas dos extratos da planta com outros medicamentos ou agentes nutritivos. Vale ressaltar que ainda há investigações a respeito de interações da planta com outros adaptógenos, como o ginseng. Por conseguinte, é válido citar a cautela antes de consumir qualquer medicamento, mesmo que seja natural. Além disso, sempre buscar ajuda médica, se possível.

Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite – (no G+)

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Referências Adicionais:

PANOSSIAN, A. Adaptogens: a historical overview and perspective. Natural Pharmacy, v. 7, n. 4, p. 19-20, 2003.
BREKHMAN, II; DARDYMOV IV. New substances of plant origin which increase nonspecific resistance. Ann Rev Pharmacol, v. 9, p. 419-30, 1969.
PANOSSIAN, A; WILKMAN G. Evidence- -based efficacy of adaptogens in fatigue, and molecular mechanisms related to their stress-protective activity. Curr Clin Pharmacol, v. 4, p. 198-219, 2009a.
Notice of Proposed Rulemaking, Federal Register, April 29, 1998a.
Rhodiola rosea: a possible plant adaptogen.
Colson SN,et al. Cordyceps sinensis- and Rhodiola rosea-based supplementation in male cyclists and its effect on muscle tissue oxygen saturation. J Strength Cond Res. (2005)
Panossian A, Wikman G, Sarris J.Rosenroot (Rhodiola rosea): traditional use, chemical composition, pharmacology and clinical efficacy. Phytomedicine. (2010)

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Fontes:
Boa Forma: Rhodiola Rosea: O Que é, Para Que Serve, Benefícios e Efeitos Colaterais

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