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Por que Você Deve Dispensar o Açúcar em Favor do MelEmbora o mel e o açúcar possuam níveis semelhantes de doçura, as diferenças na forma como nossos corpos reagem a eles são profundas.

Tecnicamente, o mel e o açúcar (sacarose) existem, porque eles são alimentos para suas respectivas espécies.

No caso de cana de açúcar, um membro da família das gramíneas (Poaceae), a qual inclui o trigo, milho e arroz, a sacarose fornece energia para as folhas e é uma fonte de energia facilmente transportável ​​para outras partes da planta, tais como a raiz, que não produzem sua própria energia.

O mel, é claro, é produzido pelas abelhas à partir do néctar das flores unicamente com a finalidade de alimento.

Além desta similaridade óbvia, as diferenças entre o mel e açúcar, no entanto, são muito mais profundas.

Em primeiro lugar, o mel é um alimento completo e a sacarose não. Em outras palavras, a sacarose é tecnicamente apenas um composto químico isolado – retirado a partir da origem de centenas de outros componentes internos de toda a planta, enquanto o mel é composto por uma matriz igualmente complexa de compostos, muitos dos quais são outros bem conhecidos (incluindo macronutrientes e micronutrientes, enzimas, probióticos e prebióticos, etc.), cujo papel é ainda completamente um mistério.

Mesmo o “açúcar” presente no mel, o qual poderíamos comparar erroneamente (devido as equivalências de classificação calórica e de nutrientes) com o “açúcar” da cana, é uma mistura complexa dos monossacarídeos (um-açúcar) glicose e frutose, e pelo menos 25 diferentes oligossacáridos (os quais são compostos de 2 a 10 açúcares monossacáridos ligados em conjunto), incluindo pequenas quantidades de sacarose dissacarídeo, bem como trissacarídeos (três açúcares) como a melezitose e a erlose. [i]

Curiosamente, se você fosse isolar a frutose do mel, e consumi-lo isoladamente (60 g por dia), isso provavelmente contribuiria para mais de 70 efeitos adversos à saúde induzidos pela frutose; principalmente a resistência à insulina, fígado gordo (esteatose hepática), obesidade,  hipertensão e aumento de açúcar no sangue. Porém, se a frutose é colocada de volta no complexo de substâncias químicas localizadas no fundo dos nutrientes que chamamos de mel,  a frutose perde sua malignidade mono-química à nossa saúde. O alimento é o sistema de entrega final da nutrição. Reduza os alimentos integrais em componentes, e, em seguida, concentre-os e consuma-os em excesso, e você tem a receita para um desastre sobre a saúde, que podemos ver ao nosso redor hoje simultaneamente nas massas sobrenutridas/desnutridas que ainda pensam que uma “caloria é uma caloria”, e que um “carboidrato é um carboidrato”, sem perceber que as diferenças qualitativas são tão profundas que uma literalmente cura, enquanto a outra, literalmente mata.

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Mas as diferenças entre o mel e o açúcar não estão simplesmente baseadas nas respectivas composições químicas e nutricionais, mas também o período de tempo que os seres humanos têm de se adaptar à elas como uma fonte de energia e nutrientes.

O mel foi o principal adoçante concentrado consumido pelos seres humanos até depois de 1800, quando a produção industrial de açúcar derivado de cana foi iniciado. Enquanto a primeira referência escrita sobre o mel é encontrada em uma tábua suméria de 4.000 anos de idade, [ii] e representações de seres humanos procurando mel foram encontradas em pinturas rupestres da Espanha que possuem pelo menos 8.000 anos de idade, podemos supor que o nosso caso de amor com o doce material graciosamente fornecido pela abelha remonta muito além disso, talvez centenas de milhares, se não milhões de anos atrás.

Independentemente da data exata da sua introdução em nossa dieta, à partir da perspectiva da biologia evolutiva e de nutrição, é claro que o nosso corpo tem tido infinitamente mais tempo para se adaptar ao mel do que ao açúcar. É esclarecedor, também, que a cana está na mesma família das gramíneas cujas sementes sob a forma de “grãos de cereais” que consumimos em tal abundância atualmente, possivelmente estamos cavando nossos túmulos lentamente com nossos dentes agora (particularmente, com nossos molares). Afinal, nós só os temos consumido por 10 a 20.000 anos e, em alguns casos, menos de 10 gerações – um nanossegundo em tempo biológico, mesmo a partir da perspectiva vivida de uma única vida humana, ou mesmo tempo cultural como um todo, pode parecer como “eternamente”.

Para os céticos que consideram esta reflexão sobre as diferenças entre o mel e o açúcar mera teoria, há atualmente muita pesquisa clínica confirmando suas diferenças significativas.

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Um estudo clínico randomizado de dupla ocultação, intitulado “O efeito do mel versus a sacarose em relação ao apetite, hormônios reguladores do apetite e termogênese pós-prandial”, publicado em 2010 no Journal of the American College of Nutrition, comparou os efeitos de mel e do açúcar sobre os hormônios do apetite (grelina, peptídeo YY) e efeitos glicêmicos e térmicos após uma refeição, em 14 mulheres saudáveis, não obesas.

Os pesquisadores descobriram que o grupo que recebeu mel de 450 calorias (kcal) em seus cafés da manhã afirmou que “A diminuição da resposta da glicemia pode ser benéfica para reduzir a intolerância à glicose“, e viram modulação positiva de hormônios do apetite, ou seja, atrasaram a resposta da grelina pós-prandial e aumentaram os níveis totais do peptídeo YY. [iii]

Outro estudo publicado no Journal of Medical Food em 2004, o qual comparou o mel com a dextrose e a sacarose, descobriu que o mel natural foi capaz de reduzir a glicose plasmática, proteína C-reativa, homocisteína em indivíduos saudáveis, diabéticos e hiperlipidêmicos. [iv]

A pesquisa com animais também confirma que, quando comparado à sacarose, o mel é mais eficaz na promoção do menor ganho de peso, adiposidade (acumulação de gordura) e triglicérides. [v]

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Por que consumir mel cru é tão importante

O mel puro contém enzimas e probióticos que são destruídos quando aquecidos ou usados ​​em aplicações de cozimento. Estes compostos não são de pequena importância e contribuem direta ou indiretamente para muitos benefícios de saúde do mel conhecidos. Pegue a enzima digestiva ativa do amido, a amilase, por exemplo, encontrada apenas na forma crua do mel em uma forma conhecida como diástase, a qual acredita-se contribuir para a limpeza dos complexos imunes antígeno-anticorpo associados à alergias a pólen, além de reduzir a desgranulação dos mastócitos associada à histamina e inflamação hormonal relacionada, oferece ligação aos sintomas alérgicos. Além disso, se o mel for local, ele vai pegar pequena quantidade de pólen local, o que pode ajudar a “imunizar”, ou dessensibilizar uma resposta imune excessivamente ativa para esses estímulos ambientais. Há também a enzima presente no mel puro conhecida como a glucose oxidase, a qual produz peróxido de hidrogênio e ácido glucônico a partir da glicose. O peróxido de hidrogênio formado como resultado desta enzima está associada com a bem conhecida esterilização da ferida e propriedades de cura do mel.

O mel também é rico em prebióticos, conforme atribuído a alguns dos oligossacáridos já mencionados (por exemplo, FOS), e probióticos que também contribuem para ajudar a flora saudável no nosso intestino.

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Recentemente, na verdade, um conjunto abundante, diversificado e antigo de bactérias lácticas benéficas foi descoberto no intestino das abelhas. Os pesquisadores descobriram uma coleção de 50 novas espécies dos gêneros Lactobacillus e Bifidobacterium à partir de um único inseto. Uma pesquisa adicional destas estirpes indicaram que a associação entre essas abelhas e as bactérias são pelo menos de 80 milhões de anos. [vi] O consumo de mel cru, portanto, provavelmente impacta significativamente a microbiota dentro do nosso próprio intestino, e é uma maneira de se reconectar à antigas relações simbióticas com a flora que, em nosso mundo moderno, esterilizado, pasteurizado, irradiado, envenenado, cozido e branqueado, são todas erradicadas do nosso meio ambiente, solo, alimentos e, portanto, corpos.

A capacidade do mel para suportar o crescimento de bactérias benéficas foi recentemente demonstrado em um estudo publicado no Letters in Applied Microbiology em 2000, onde os pesquisadores compararam o efeito estimulador do mel com sacarose na multiplicação de bactérias lácticas em condições in vitro e encontrou que “O número de contagens de Lactobacillus acidophilus e Lactobacillus plantarum aumentou de 10 para 100 vezes na presença de mel, quando comparada com a sacarose“. A alimentação animal de mel para ratos também resultou num aumento significativo nas contagens de bactérias ácido-láticas. [vii]

O aumento das propriedades probióticas do mel podem fornecem uma explicação do porque ele é um agente eficaz anti-infeccioso e tem sido comprovado por curar muitas doenças gastrointestinais.

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Uma palavra final sobre a abelha

A apreciação plena do mel leva inevitavelmente a uma apreciação plena da abelha, bem como uma tomada de consciência da relação precária existente atualmente entre nossas espécies. Embora superficial, o papel da abelha na polinização foi estimada por produzir vários bilhões de dólares de valor econômico por ano. A realidade é que estamos muito mais dependentes deste inseto do que ele é de nós, razão pela qual quando usamos “pesticidas” e vários agroquímicos para transformar radicalmente o habitat natural das abelhas e da microbiota, ou utilizamos antibióticos, alimentamos-as com xarope de milho e adicionamos outras alterações em sua colmeia, resultando no colapso da função imune e infecções secundárias que surgem, nós estamos simulando um transtorno inovador cujas origens são desconhecidas, ou seja, a desordem do colapso da colônia da abelha, da mesma maneira que nós cobrimos nosso próprio auto-envenenamento com várias síndromes idiopáticas que são, na verdade, iatrogênicas ou ambientais na origem.

Os produtos apícolas, incluindo o veneno, cera, própolis, geleia real, etc., foram encontrados por fornecer potenciais soluções medicinais para mais de 170 condições de saúde diferentes (veja produtos apícolas), expressando mais de 40 ações farmacológicas benéficas distintas. Este crescente corpo de pesquisa deve despertar em nós um maior respeito por este inseto sagrado – mesmo que apenas por razões egoístas – e quando dizemos sagrado, queremos dizer isso tanto entomologicamente quanto etimologicamente, como  a palavra sagrada significa “tornar santo,” e a palavra santa compartilha da mesma raiz que significam as palavras saúde e cura.

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Referências:

[i] American College of Nutrition: Honey for Nutrition and Health: A Review

[ii] Wikipedia: Cuevas de la Araña en Bicorp

[iii] GreenMedInfo: Honey is superior to sucrose in modulating metabolic responses relevant to appetite and overweight

[iv] NCBI: Natural honey lowers plasma glucose, C-reactive protein, homocysteine, and blood lipids in healthy, diabetic, and hyperlipidemic subjects: comparison with dextrose and sucrose

[v] NCBI: Honey promotes lower weight gain, adiposity, and triglycerides than sucrose in rats.

[vi] NCBI: Symbionts as major modulators of insect health: lactic acid bacteria and honeybees.

[vii] NCBI: Stimulatory effect of honey on multiplication of lactic acid bacteria under in vitro and in vivo conditions.
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Fontes:
GreenMedInfo: Why You Should Ditch Sugar In Favor of Honey

2 Comments

  • Antonio Carlos Ribeiro Nogueira disse:

    Gostei muito deste site mas não encontrei um link onde eu pudesse adaptá-lo para a impressão. Gostaria de ter algumas matérias impressas para eu poder mostrar a alguns amigos que não dispõem de internet. Também não encontrei um lugar onde eu pudesse me comunicar com alguém do site.
    Agradeço antecipadamente a ajuda e peço desculpas por ter colocado este comentário em local não apropriado.

  • Juliana disse:

    Adorei o artigo, isso porque já substituo o açúcar pelo mel! Além de ser delicioso ainda tem muito mais benefícios que o açúcar que só tem calorias vazias.

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