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EPA Autoridades Reconhecem que o Pesticida Usado em Culturas de Milho e Soja Intoxicam ao ContaminaA Agência de Proteção Ambiental (EPA) do EUA, divulgou esta semana ao público uma avaliação sobre o potencial risco para a saúde humana dos pesticidas clorpirifos, na espera de comentários do público nos próximos 60 dias.

Estes agroquímicos ainda são utilizados no cultivo de milho, soja, frutas e nozes, assim como em alguns campos de golf, informou esta semana o site Environmental Health.

Estudos de toxicologia revelam que ele age a nível neurológico, hormonal e imunológico, com efeitos irreversíveis se afetarem os bebês e crianças. A nível ambiental se destaca a morte em massa de abelhas entre outras espécies.

Um estudo brasileiro afirma que “Como outros pesticidas dessa classe química, sua toxicidade envolve a indução de mutações, alterações cromossômicas e lesões ao DNA“.

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A EPA indicou que “esta (nova) avaliação mostra alguns riscos para os trabalhadores que misturam, carregam e aplicam os pesticidas clorpirifos. Quando utilizados em grandes quantidades, os clorpirifos possuem o potencial de apresentar riscos em áreas geográficas limitadas ao se beber a água de pequenas bacias”, informou a EPA em 5 de janeiro.

Ela também revelou que cerca de um porcento dos alimentos de nossas amostras investigadas estavam afetadas por este agroquímico.

Com base nos resultados da avaliação do risco, podem ser necessárias restrições adicionais para garantir que os trabalhadores que utilizam ou trabalham próximos as áreas tratadas com clorpirifos estejam protegidos e que as fontes de água potável estejam protegidas. A agência agora começará a trabalhar em medidas para reduzir estes riscos“, informa a EPA.

Os clorpirifos foram introduzidos na agricultura em 1965, pela empresa Dow Chemical somente no ano de 2000, a EPA reconheceu os efeitos nocivos dos clorpirifos e proibiu seus usos domésticos, com a exceção das iscas pra formigas e baratas em embalagens a prova de crianças.

Entre 2000 e 2002 cancelou o uso de clorpirifos em tomates e restringiu seu uso em cultivo como maçãs, cítricos e frutas secas.

Em 2012, a EPA impôs que fosse usado “sem pulverização” em zonas de amortecimento ao redor dos espaços públicos, incluindo as áreas de lazer e casas.

A agência indicou que esta atualizando a avaliação preliminar de junho de 2011 sobre o risco para a saúde humana baseada na nova informação recebida, incluindo os comentários do público.

Por sua vez explicou que a exposição ao pesticida pode ser através de múltiplas fontes, incluindo as exposições dos alimentos e da água, a inalação do pesticida e pela pele.

Neste caso, toda a população pode er afetada, “incluindo bebês, crianças e mulheres em idade fértil“.

A nova análise “incorpora a informação de um avaliação de 2012 sobre a exposição que deriva da pulverização e assim como as novas restrições postas em prática para limitar a dispersão da pulverização.

A Epa afirmou também que está avaliando os riscos ecológicos dos clorpirifos em conjunto com o Programa de proteção  as Espécies em Perigo, “Os resultados são esperados mais tarde em 2015”.

A indústria mantem que os clorpirifos são seguros nos níveis usados atualmente para o meio ambiente e que beneficia em grande parte  os agricultores.

Dano neurológico e hormonal

Estudos tem revelado que este inseticida é uma neurotoxina, “Como todos os pesticidas organofosforados, os clorpirifos são um inibidor de acetilcolinesterase, uma enzima que controla os níveis do neurotransmissor de acetilcolina no sistema nervoso central e periférico“, de acordo as toxicólogas Roberta Tassinari e Sabrina Tait, segundo o site de agricultura RBF.

A exposição crônica a produtos organofosforados pode conduzir a perda de memória, depressão e insônia. Os efeitossão particularmente relevantes quando são expostos os grupos de pessoas mais vulneráveis, como as mulheres grávidas, e consequentemente, o feto e as crianças“, acrescentam as toxicólogas, destacando que de acordo um estudo de Venerosi de 2008, “pode interferir de forma permanente no desenvolvimento neurocomportamental.

Tassinari e Tait, descreveram que os estudos realizados em seu laboratório, se evidenciou a causa da exposição a este pesticida: o hipotiroidismo, e defeitos permanentes na produção de oxitocina e vasopressina, dois reguladores neuroendócrinos sintetizados no hipotálamo.

Um relatório do Instituto Nacional de Ciência da Saúde do Meio Ambiente dos EUA, citado pelo site La Gran Época, revelou além disso que há uma relação entre os clorpirifos e a anencefalia.

A avaliação oficial da EPA não se encontrará disponível até 11 de janeiro, informa sua página na web.

Durante 60 dias, a partir da publicação no Registro Federal, a agência americana estará recebendo comentários no site www.regulations.gov.

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Fontes:
Periodismo Alternativo: EPA: Pesticida usado en el maíz y soja intoxica al contaminar las aguas, reconocen autoridades
[Estudo] Estudo da interação do pesticida clorpirifos com DNA utilizando Espectroscopia UV-Vis
– La Gran Época: EPA: Pesticida usado en el maíz y soja intoxica al contaminar las aguas, reconocen autoridades
– La Grand Época: Investigan nitratos en agua de pozos por deformaciones y anencefalia en tres zonas agrícolas de EEUU
– Regulations: Chlorpyrifos: Revised Human Health Risk Assessment for Registration Review

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