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O que Você Come não é o que Você PrecisaEsta é a primeira parte de uma série de artigos que irão chamar a atenção para o sucesso da indústria de alimentos em fazer as pessoas acreditarem que os produtos processados ​​e embalados podem passar como alimento. Neste artigo, vou tentar chamar a atenção para as definições de alimento que conhecemos e começarei a desvendar os ingredientes desconhecidos que estão presentes em nossa “comida”, embora esses ingredientes não são qualificados como tal.

Primeiro, vamos rever a definição de “alimento”, como deveria ser entendida. Depois, vamos analisar o que a maioria das pessoas entendem como “alimento”.

De acordo com o dicionário Merriam-Webster, uma das definições de “alimento” é “algo que nutre, sustenta, ou suprimenta”. O que é aquilo que nutre, sustenta, ou fornece nossos corpos com os nutrientes que precisamos para nos manter vivos e saudáveis? Lembre que a nossa definição de alimento – arroz, feijão, carne, vegetais – pode não ser o tipo de fonte de nutrientes que nosso corpo precisa para alcançar um estado saudável. Na verdade, os itens que entendemos como alimento são, em muitos casos, fontes de desnutrição. Então, só para ficar claro, a comida que ingerimos deve ser algo que nutre, sustenta e fornece nosso corpo com os nutrientes que necessita para funcionar.

Isso nos leva à segunda definição de “alimento”, o que a maioria das pessoas usa como seu guia. O mesmo dicionário Merriam-Webster diz que alimento é também “material constituído essencialmente de proteína, carboidrato e gordura usado no corpo de um organismo para sustentar o crescimento, reparação, processos vitais e fornecer energia.” A questão nesse caso é determinar a origem das proteínas, carboidratos e gorduras quando decidimos usar esses elementos como uma fonte de alimentação. Nem todas as proteínas, carboidratos e gorduras são iguais. A chave, no caso da nutrição, é que nenhuma fonte, a não ser a natureza, tem a capacidade de criar alimentos que tem as proteína, os carboidratos, as gorduras e outros ingredientes adequados para nutrir, sustentar e fornecer nosso corpo com os nutrientes necessários.

Apesar dos grandes avanços da ciência e da tecnologia, nenhum produto industrializado consegue igualar a capacidade da natureza de fornecer o que precisamos ingerir a fim de permanecermos vivos e saudáveis. De fato, os produtos industrializados são impróprios para consumo humano. Os produtos criados em um laboratório através de engenharia de alimentos devem ser vistos como substitutos em último recurso, apenas para serem usados em situações de emergência, e não elementos de nutrição diária. Por quê? Porque eles não têm o poder de fornecer alimento para os nossos corpos. A maioria dos produtos industrializados são feitos em quantidades maciças e com os ingredientes mais baratos possíveis para abastecer um mercado de alimentos.

Simplificando, os seres humanos não estão recebendo o que eles acham que estão pagando quando compram no supermercado. Aquilo que o nosso corpo reconhece como alimento está longe de ser o que entendemos como tal. Infelizmente para a nossa saúde, a segunda definição é a que dita o que usamos para, supostamente, nutrir nosso corpo. Provavelmente, há poucas pessoas que não caíram no engano do ‘shake milagroso’ e ‘a pílula que queima gordura’ apenas para se dar conta que eram mentiras.

O que está em nossos alimentos que não deveria estar?

É extremamente importante saber quais são os ingredientes presentes nos produtos alimentares que acreditamos ser comida. Aprender como e por que os alimentos que comemos impactam nossa saúde e bem-estar é o segundo passo para viver e desfrutar de uma vida saudável.

Recentemente, o Grupo de Trabalho Ambiental dos Estados Unidos ( EWG ) emitiu a sua “Lista de disruptores endócrinos” que estão presentes nos alimentos e produtos que usamos diariamente. De acordo com o Instituto Nacional de Ciências Ambientais ( NIEHS ) dos Estados Unidos, um disruptor endócrino é uma substância química “que pode interferir com o sistema endócrino do corpo e produzir efeitos adversos no desenvolvimento, reprodução, sistema neurológico e imunológico, tanto em seres humanos quanto em animais.” Os disruptores endócrinos não só afetam diretamente a nossa saúde, mas também a dos animais e plantas que se transformam em alimento.

É importante também entender o que é o sistema endócrino e como esse sistema está relacionado com um estado geral de bem-estar. O sistema endócrino é o que regula as funções dos órgãos do corpo, ajudando a manter o corpo em equilíbrio perfeito e livre de doenças. Entre as funções que estão incluídas neste equilíbrio estão: metabolismo celular, reprodução, desenvolvimento sexual, o açúcar e a homeostase mineral, frequência cardíaca, e digestão. Endo significa DENTRO enquanto a Crino significa SECRETAR.

A resposta à questão colocada no subtítulo é que desreguladores endócrinos não deveriam estar nos nossos alimentos essencialmente porque não fornecem nutrientes para o nosso corpo, mas também porque impactam negativamente a nossa saúde. Produtos químicos em produtos industrializados que a maioria das pessoas comem prejudicam a saúde em dose dupla: eles desnutrem e perturbam a saúde humana.

Como você já deve saber, há uma longa lista de produtos químicos que são usados nos alimentos, muitos deles desreguladores endócrinos conhecidos. Apesar de saber que estes produtos químicos fazem com que nossos corpos fiquem doentes, a indústria de alimentos os coloca nos produtos industrializados que a maioria das pessoas comem e as agências governamentais permitem que empresas de alimentos usem estes químicos. As desculpas comuns para o uso de produtos químicos em alimentos é que eles são necessários para preservar os produtos e que os valores utilizados são mínimos.

De acordo com o NIEHS, algumas das substâncias mais comuns que causam desregulação endócrina são: produtos farmacêuticos, dioxinas, compostos de dioxina, bifenilos policlorados, DDT, pesticidas e bisfenol A. Estes e outros desreguladores endócrinos são encontrados em produtos de uso diário, como garrafas de plástico, latas de alimentos, detergentes, retardadores de fogo, alimentos, brinquedos, cosméticos e pesticidas. O NIEHS diz que suas “pesquisas mostram que os desreguladores endócrinos podem representar o maior risco no desenvolvimento pré-natal e pós-natal, quando os sistemas de órgãos e neurais estão se formando.” Apesar deste aviso, as pessoas continuam a consumir produtos alimentares carregados com produtos químicos ao longo de suas vidas. Na maioria das vezes, substâncias químicas tais como as citadas antes e muitas outras são enviadas para os fetos no útero, dadas como alimento para recém nascidos e crianças pequenas através de suas dietas diárias.

Para finalizar esta parte do artigo, vamos concluir que a maioria das pessoas, a menos que cultivem seus próprios alimentos de forma orgânica, ingerem produtos feitos artificialmente — não alimentos — que contêm uma mistura mortal de substâncias químicas, muitas das quais têm sido comprovadas como causantes de rupturas drásticas na função endócrina, que por sua vez provoca doenças.

Talvez essa realidade química deve ser a origem de qualquer pesquisa que procura saber por que as pessoas estão mais doentes hoje do que em qualquer outro momento na história. Deve ser o ponto de partida para pesquisadores e cientistas que procuram responder por que mais e mais pessoas estão desnutridas, obesas, doentes de câncer, diabetes, doenças cardíacas, Alzheimer e uma longa lista de problemas de saúde dos que muita gente fala, mas que poucos realmente entendem. A verdade é que estamos ficando cada vez mais doentes principalmente por causa do que comemos.

Caso você não tenha entendido, nosso corpo não entende como normal ingerir alimentos que são fabricados em quantidades maciças e com ingredientes baratos para satisfazer um crescente mercado de produtos alimentares.

Se você está interessado no lado científico das coisas a respeito de como o sistema endócrino e os hormônios funcionam em nossos corpos, assista a um documentário da BBC intitulado “World of Hormones” ou “O Mundo dos Hormônios”. Se você está mais interessado em como a indústria de alimentos faz com que as pessoas acreditem que seus produtos são “alimentos”, assista ao documentário intitulado “The Truth about Food” ou “A verdade sobre os Alimentos.”

Em nosso próximo artigo, começarei a desmascarar os mais desagradáveis dos produtos químicos ​​que estão presentes em produtos industrializados — não alimentos — mesmo quando eles não devem estar. Artigos futuros tentarão explicar os perigos que esses produtos químicos representam para a nossa saúde, porque as pessoas devem repensar e reformar os seus hábitos alimentares e por que não é uma idéia louca plantar o seu próprio alimento.

É muito importante lembrar o seguinte: “Cada vez que você comer ou beber alguma coisa, você está alimentando ou combatendo as doenças”.

 

Leia mais:

 

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Fontes:
The Real Agenda: O que você come não é o que você precisa

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