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Dor de Cabeça é Só Um Dos Sintomas da Enxaqueca - Conheça os OutrosSe você não sabia, com certeza já desconfiava: a enxaqueca não é só uma dor de cabeça.

De todos os sintomas da enxaqueca, a dor de cabeça quase sempre é o mais dramático, mas nem de longe é o único. Na verdade a enxaqueca é um verdadeiro ”pacote” de sintomas. Aliás, é possível ter uma crise de enxaqueca sem dor de cabeça. Se você ainda não leu meu artigo sobre o que é enxaqueca e quais são os sintomas, esta é a melhor hora de fazê-lo.

O Que é Enxaqueca

Saber O Que é Enxaqueca é o primeiro passo para se livrar dela – e também do preconceito de muita gente!

A enxaqueca é um desequilíbirio químico no cérebro, envolvendo hormônios e substâncias denominadas peptídeos. Esse desequilíbrio resulta de uma série de outros desequilíbrios neuroquímicos e hormonais, decorrentes do estilo de vida e hábitos do portador da doença enxaqueca, e também de uma predisposição genética.

A enxaqueca é um desequilíbrio químico no cérebro, envolvendo hormônios e substâncias denominadas peptídeos. Esse desequilíbrio resulta de uma série de outros desequilíbrios neuroquímicos e hormonais, decorrentes do estilo de vida e hábitos do portador da doença enxaqueca, e também de uma predisposição genética. O resultado é uma série de sintomas, que podem ir muito além da dor de cabeça. Por sinal, existem casos de crises de enxaqueca sem, ou com muito pouca dor de cabeça. Geralmente porém, a dor de cabeça é o sintoma mais dramático da enxaqueca e sua intensidade, apesar de variável, na maioria dos casos é moderada a severa.

A dor de cabeça da enxaqueca pode ser latejante (pulsátil), em peso, ou uma sensação de “pressão para fora”, como se a cabeça fosse explodir.

A localização da dor de cabeça da enxaqueca pode variar de crise para crise; raramente dói sempre no mesmo lugar. A dor da enxaqueca pode ocorrer em qualquer lugar da cabeça, inclusive na região dos dentes, dos seios da face e da nuca, dando origem à confusão com problemas dentários, de sinusite e de coluna.

Os demais sintomas da enxaqueca compreendem náuseas (enjoo), vômitos, aversão à claridade, ao barulho, aos cheiros, hipersensibilidade do couro cabeludo, visão embaçada, irritabilidade, flutuações do humor, ansiedade, depressão (mesmo fora das crises) e lacrimejamento. Um indivíduo não precisa apresentar todos estes sintomas para ter enxaqueca. Normalmente apresenta alguns deles, em graus variados.

A duração de uma crise de enxaqueca é, tipicamente, de 3 horas a 3 dias, seguida de um período variável sem nenhuma dor de cabeça.

A crise de enxaqueca pode ser precedida por uma alteração do humor (euforia em alguns casos, depressão e irritabilidade em outros) e do apetite (vontade de comer doces, ou então perda de apetite), visão embaçada, visão dupla, escurecimento da visão (cegueira parcial) de um ou ambos os olhos, e sensação de estar vendo pontos brilhantes, como se fossem vaga-lumes.

Entre outros sintomas da enxaqueca, estão incluídos diminuição da força muscular de um lado do corpo, formigamentos, tonturas, diarreia, podendo também ocorrer as manifestações visuais já descritas.

A frequência da dor de cabeça da enxaqueca é muito variável, podendo ser desde uma vez na vida, até todos os dias, e até várias vezes ao dia, no caso da cefaleia-em-salvas.

A cefaleia-em-salvas é uma variante rara da enxaqueca, que acomete muito mais os homens.

A dor de cabeça da enxaqueca pode ser muito forte, a ponto de impedir o indivíduo de exercer qualque atividade, obrigando-o a ficar deitado, num quarto escuro, em silêncio, durante horas ou dias. O paciente torna-se muito irritável, preferindo ser deixado sozinho.

Boa parte das crises de enxaqueca terminam com o sono, ou então quando a pessoa vomita (principalmente as crianças). Ao fim de uma crise de enxaqueca, o paciente sente-se como que de ressaca, podendo apresentar, por mais de um dia, tolerância limitada para atividade física e mental. Assista o vídeo abaixo para saber mais.

 

Sintomas da Enxaqueca

Enxaqueca não é só só dor de cabeça, mas vários sintomas incluindo a dor.

Durante uma crise de enxaqueca, que pode durar entre 3 horas e 3 dias, o indivíduo pode apresentar sintomas como náuseas, vômitos, aversão à claridade, ao barulho, aos cheiros, visão embaçada, irritabilidade, falta de concentração, tonturas como se fosse labirintite, obstrução nasal, tensão nos músculos da nuca e dos ombros, e até diarreia. Um indivíduo não precisa ter todos esses sintomas para ser diagnosticado como apresentando enxaqueca, porém alguns deles, como as náuseas e/ou a aversão à claridade/barulho são tão comuns que chegam a ser quase obrigatórios para o diagnóstico.

A dor da enxaqueca pode ser em qualquer lugar da cabeça, e isso pode originar muita confusão com outras doenças. Por exemplo, dores na face são frequentemente confundidas com sinusite, e às vezes tratadas erradamente como tal, durante anos, sem bons resultados, é claro.

A dor de cabeça da enxaqueca possui intensidade muito variável, podendo ser desde incapacitante até muito leve. Na verdade, existem casos de crises de enxaqueca sem nenhuma dor de cabeça! Nesses casos, a pessoa pode apresentar crises de 3 horas a 3 dias, manifestando alguns dos demais sintomas da enxaqueca.

Um dos possíveis sintomas de enxaqueca, em particular, ocorre em 10 a 15 em cada 100 enxaquecosos (nome dado aos portadores de enxaqueca), e recebe o nome de aura de enxaqueca. Aura, nesse caso, é no sentido de premonição. O indivíduo começa, de repente, a apresentar alucinações visuais: ele vê luzinhas, “estrelinhas”, “vagalumes” piscando no seu campo visual, ou então enxerga linhas em zigue-zague, tremeluzentes, que vão aumentando em tamanho e atrapalhando a visão, ou uma perda progressiva da visão, bastante peculiar, no sentido que a pessoa passa a enxergar apenas uma parte dos objetos. Ao olhar para um rosto, ela pode enxergar apenas meio rosto, e assim por diante. Os objetos podem dar a impressão de aumentar ou diminuir de tamanho, e nesse caso a pessoa pode esbarrar nas portas. A sensibilidade pode se alterar, com formigamentos na metade da língua, e/ou lábios, e/ou um dos membros superiores e/ou inferiores. A fala pode ficar pastosa”, a pessoa pode não se lembrar das palavras mais comuns.

Todo esse fenômeno de aura dura entre 20 minutos e uma hora, após o que, ela vai regredindo. Assim que a aura passa, a dor de cabeça, tipicamente, começa. Daí o termo aura, premonição. Acontece que algumas pessoas podem ter episódios apenas de aura, sem a dor de cabeça, daí a enxaqueca sem dor de cabeça. A desinformação reinante sobre o assunto deve ter sido responsável por muitas mortes e acidentes no trânsito.

Meus pacientes de enxaqueca com aura são cuidadosamente instruídos a jamais dirigirem durante o período de aura. Alguns já seguem essa precaução instintivamente.

Para saber mais sobre aura de enxaqueca, clique no link “Enxaqueca com aura” na lista de Artigos Relacionados localizada na barra lateral, mais acima. Mas antes, continue lendo…

A frequência da enxaqueca varia de indivíduo para indivíduo. Alguns casos são mensais, outros anuais, e outros ainda, 2, 4 vezes por semana, e até todos os dias!

Um dos maiores problemas da enxaqueca é que ela pode ser desencadeada por uma série de “gatilhos”, tornando a pessoa tanto mais vulnerável a saídas da rotina, quanto mais agravada estiver a sua doença. Sair de casa em dias muito claros, frequentar lugares aglomerados (ex: feiras, shopping), passar por emoções mais fortes (não apenas situações de contrariedade, mas também situações inusitadamente boas), acordar mais tarde que de costume, dormir durante o dia, atrasar refeições, beber uma simples taça de vinho, comer certos pratos como salsicha, chocolate, queijos amarelos, chocolate, sorvete e até algumas frutas (só para mencionar alguns desencadeantes), ainda que em pequena quantidade, já pode ser suficiente para desencadear 3 horas a 3 dias de muita dor e outros sintomas. Mas cuidado! Não confunda esses fatores desencadeantes como sendo causas da enxaqueca! Não é por aí. Após terminar de ler este texto e assistir o vídeo abaixo, clique no link “A confusão entre causas e desencadeantes”, listado em “Artigos Relacionados”, na barra lateral direita, mais acima nesta página.

Até exercícios físicos fora da rotina do indivíduo podem desencadear crises de enxaqueca. A pessoa sente como se precisasse viver dentro de uma bolha! Um bom tratamento visa justamente dessensibilizar o indivíduo, para que ele possa desfrutar de todos esses fatores, comedidamente, sem precisar pagar por isso com uma crise de dor e outros sintomas.

Cefaleia em Salvas – A Dor de Cabeça Mais Forte Que Existe

Cefaleia em Salvas – Não Existe Dor de Cabeça Maior

Cefaleia em salvas é doença rara, ao contrário da enxaqueca que é muito comum. Mas quem tem cefaleia em salvas sofre de uma dor de cabeça incalculavelmente maior, mais intensa, que aquela da enxaqueca.

Sim, todos nós sabemos como algumas crises de enxaqueca podem doer a ponto de derrubar a pessoa numa cama, prostrada, sem conseguir sequer falar sem que ocorra um aumento ainda maior da dor de cabeça, do peso e latejamento. Mas a dor de cabeça da cefaleia em salvas é muito pior, muito mais forte. O mais triste é que estes pacientes muitas vezes ficam sem tratamento adequado por falta de informação e conhecimento por parte do médico.

Sintomas da Cefaleia em Salvas:

* Dor muito intensa, extrema, excruciante, em apenas um dos lados da cabeça.
* A dor da cefaleia em salvas nunca acontece dos dois lados da cabeça.
* Pode doer cada lado da cabeça alternadamente, uma crise de um lado e a outra do outro lado.
* Geralmente a dor de cabeça da cefaleia em salvas ocorre sempre do mesmo lado da cabeça.
* A crise de cefaleia em salvas não é acompanhada por enjoo (náuseas) ou vômitos.
* A cefaleia em salvas não vem com sensibilidade à claridade ou barulho.
* Na cefaleia em salvas, o olho do lado da dor fica bem vermelho e lacrimeja bastante. Apenas um olho.A narina do lado da dor escorre (coriza) e entope (congestão nasal). Apenas uma narina.

* A face transpira, brilha de suor, principalmente do mesmo lado da dor.
* A face incha, principalmente do mesmo lado da dor, a fisionomia se altera durante a crise de cefaleia em salvas.
* Os olhos incham, especialmente o olho do mesmo lado da dor.
* A pálpebra do lado da dor cai, deixando o olho semifechado ou fechado.
* O paciente não consegue parar quieto de tanta dor: anda de um lado para outro, pode atirar móveis e objetos no chão ou contra a parede, de tanto desespero.
* O paciente pode sofrer traumas e fraturas ao esmurrar, chutar ou bater com a cabeça violentamente em paredes ou objetos.
* O paciente se retira da presença de outras pessoas e se isola para que ninguém possa ver a degradação humana provocada pela crise de cefaleia em salvas.
*Cada crise de cefaleia em salvas dura entre 30 minutos e 2 horas, diferentemente da crise de enxaqueca que dura entre 4 horas e 3 dias. Para que você, que sofre de enxaqueca, possa entender melhor, podemos afirmar que uma crise de cefaleia em salvas corresponde a 3 dias de crise fortíssima de enxaqueca concentrados em 30 ou 45 minutos.
* Podem ocorrer 3, 4 e até 5 dessas crises de cefaleia em salvas em um único dia.
* A crise de cefaleia em salvas vem com hora marcada. O paciente, quase sempre, sabe especificar precisamente o(s) horário(s) do dia em que sua(s) crise(s) acontece(m). É comum uma delas ocorrer de madrugada, uma a duas horas após o paciente adormecer.
* Depois da crise de cefaleia em salvas, a dor de cabeça pode passar completamente, ou a cabeça pode permanecer dolorida, até a próxima crise.
* As crises de cefaleia em salvas permanecem diárias por um período que varia entre algumas semanas e alguns meses, e em seguida costumam simplesmente ir embora, como se nada tivesse acontecido. Esse período durante o qual as crises ocorrem é conhecido como “episódio de salvas”.
* Cada “episódio de salvas” costuma ocorrer na(s) mesma(s) época(s) do ano para o mesmo paciente. Por exemplo, o paciente já sabe que todo mês de janeiro e fevereiro acontece o “episódio de salvas”, todos os anos. Em alguns paciente, os episódios de salvas vêm acada 2 ou 3 anos. Em outros, mais de uma vez ao ano, quase sempre em épocas pré-determinadas.
* Durante o episódio de salvas”, e apenas durante esse período, o paciente não consegue beber nenhum álcool. Um gole sequer de bebida alcoólica, não importando quão baixo é o teor de álcool, é suficiente para desencadear imediatamente uma crise extra de cefaleia em salvas. Fora do “episódio de salvas”, este mesmo paciente ingere bebidas alcoólicas normalmente.
* Uma minoria dos portadores de cefaleia em salvas não possui episódios de salvas bem definidos, podendo ter crises de cefaleia em salvas a qualquer época, a qualquer momento.
* Antigamente conhecida como cefaleia de Horton, cefaleia histamínica, cefaleia agrupada ou cefaleia em cachos, a cefaleia em salvas é uma doença rara. A dor da cefaleia em salvas é considerada pela medicina como sendo a mais forte dor que existe – muito mais até que a cólica dos rins, muito mais que a dor do parto. Existem alguns milhares de sofredores dessa doença no Brasil (em contraste aos milhões de sofredores de enxaqueca), a imensa maioria dos quais sem diagnóstico e sem tratamento adequados.

A cefaleia em salvas ocorre muito mais em homens que mulheres (ao contrário da enxaqueca, que ocorre mais em mulheres que homens).

A idade de início da cefaleia em salvas costuma ser após os 30 anos (enquanto na enxaqueca, costuma ser na adolescência).

A dor da cefaleia em salvas é só de um dos lados da cabeça, nunca dos dois lados ao mesmo tempo. A dor pode mudar de lado numa próxima crise, mas ela jamais ocorre simultaneamente dos dois lados.

A localização mais comum da dor de cabeça da cefaleia em salvas corresponde à área de uma mão espalmada sobre um dos olhos.

A duração da crise de cefaleia em salvas é curta quando comparada à enxaqueca: cada crise costuma durar entre meia hora e duas horas. O problema é a intensidade da dor – verdadeiramente esmagadora! Durante a crise, é muito comum o olho do mesmo lado da dor ficar bem vermelho e lacrimejante; e a narina do mesmo lado ficar escorrendo sem parar. O indivíduo em crise costuma se retirar para um recinto isolado, e não consegue parar quieto (ao contrário da enxaqueca, onde a pessoa procura ficar o quanto mais quieta e imóvel na hora da dor forte). Durante a crise de cefaleia em salvas, o paciente fica andando para lá e para cá, sentando, levantando, e em alguns casos, atirando objetos e até batendo a própria cabeça na parede. Por sorte, quanto mais intensa a dor, mais curta sua duração da crise de cefaleia em salvas. O problema é que a pessoa pode ter várias dessas crises ao dia. É comum apresentar 3 crises diárias, pelo menos uma delas durante a madrugada, atrapalhando muito o sono.

A cefaleia em salvas recebe esse nome porque, em geral, a pessoa é acometida por uma “salva” de cefaleias (digamos, 3 crises ao dia, de 40 minutos cada uma, durante 20 dias), seguida por um período sem cefaleias (que pode variar de semanas a anos), formando um padrão cíclico que se repete ao longo do tempo, com uma precisão impressionante. Também impressionante é a regularidade dos horários das crises, bem como da duração das mesmas, durante o episódio de salvas. É comum a pessoa saber dizer exatamente quantos minutos dura cada crise de cefaleia em salvas, bem como o horário exato de cada crise. É a dor com hora marcada!

Isso leva à conclusão que o relógio biológico do nosso cérebro está envolvido na geração desta doença. Na cefaleia em salvas, o relógio biológico provoca, ciclicamente, periodicamente, alterações em neurotransmissores como a serotonina, levando às crises de dor. Mas na verdade, não é só um problema do relógio biológico, pois há algumas (bem menos) pessoas que sofrem de cefaleia em salvas e que não têm esse padrão cíclico de ocorrência das crises. O fato é que muito pouco ainda se sabe sobre a verdadeira causa da cefaleia em salvas.

Tratamento da Cefaleia em Salvas

Felizmente, a medicina já sabe tratar a cefaleia em salvas, de modo a controlar a dor. Uma das maneiras de escapar de uma crise de cefaleia em salvas é através da inalação de oxigênio a 100%, durante 15 minutos (não serve ar comprimido, precisa ser oxigênio). De cada 4 sofredores, 3 obtêm alívio rápido, em questão de poucos minutos, da crise de cefaleia em salvas mediante a inalação de oxigênio, em fluxo máximo, com a máscara bem apertada. É um método que deveria ser mais divulgado, afinal, não envolve drogas e está ao alcance de todos. Mas possui a desvantagem de não prevenir as crises, apenas aliviar a crise que já está acontecendo. Por isso, é preciso, também prevenir as crises. Atenção: algumas pessoas portadoras de cefaleia em salvas que relatam terem feito inalação de oxigênio e não melhoraram, podem na verdade ter inalado ar comprimido e não oxigênio a 100%. Nem todos os “tubos” são de oxigênio. Outra coisa: se você sofre de enxaqueca e não de cefaleia em salvas, fique sabendo que inalações de oxigênio a 100% são ineficazes para crise de enxaqueca. Não perca seu tempo.

Aplicação de anestésicos locais na narina do lado afetado, e medicações como a sumatriptana (nome comercial Sumax) injetável, e outros triptanos (rizatriptana, zolmitriptana) podem ser eficazes até mesmo na via oral. Porém necessitam de prescrição e monitoramento médico, pois via de regra não devem ser tomados por pacientes fumantes, acima de 55 anos, hipertensos e com outros riscos de ataque do coração. Além disso, possuem “tarja vermelha” no rótulo, significando que a venda somente pode ocorrer mediante prescrição médica. Portanto não estou “indicando remédios para você”, mas sim informando sobre medicamentos que você pode discutir com o seu médico, na tentativa de tratar sua crise de cefaleia em salvas. Medicações à base de ergotamina e diidroergotamina também podem ser eficazes no alívio da crise de cefaleia em salvas, bem como corticoides.

Também existem medicamentos que podem ser utilizados diariamente, durante cada episódio de salvas, para prevenção, ou seja, no intuito de diminuir a frequência, intensidade e duração das crises de cefaleia em salvas propriamente ditas. Destes, a metisergida costumava ser o melhor remédio, mas infelizmente saiu do mercado (leia o obituário da metisergida que escrevi), o verapamil (e outros bloqueadores de canais intracelulares de cálcio), o lítio, o valproato e a metilergonovina, entre outros, que o médico prescreve no intuito de espaçar as crises, torná-las mais brandas caso sobrevenham, e mais fáceis de combater. Atenção: não use remédios preventivos sem receita médica, pois eles necessitam de acompanhamento e monitorizações especializadas, sob pena de grave risco à sua saúde. Ademais, tais medicamentos somente podem ser vendidos na farmácia mediante prescrição médica. Para seu próprio bem, não se automedique.

Cirurgia Para Cefaleia em Salvas

Existe até tratamento cirúrgico para cefaleia em salvas, com o objetivo de cortar e interromper a passagem dos estímulos dolorosos em direção ao cérebro. O tratamento cirúrgico é indicado apenas para aqueles casos que não melhoram com o tratamento farmacológico, ou cujas reações adversas aos medicamentos não permitem o tratamento adequado. A cirurgia consiste em destruir as vias neuronais supostamente responsáveis pela dor. O efeito a curto e longo prazo do procedimento cirúrgico para cefaleia em salvas depende de cada caso.

A imensa maioria dos sofredores de cefaléia em salvas são fumantes inveterados. Portanto, quem não fuma está muito menos arriscado a ter essa doença.

Sofrer de enxaqueca não aumenta o risco de sofrer de cefaleia em salvas.

Ao contrário da enxaqueca, o paciente com cefaleia em salvas não consegue identificar fatores desencadeantes de crises – com exceção do álcool. Durante o episódio de salvas, se a pessoa beber, certamente apresentará uma crise logo em seguida. Passado o episódio de salvas, a pessoa pode beber normalmente, que a crise não virá.

Ao contrário da enxaqueca, a cefaleia em salvas não melhora com dietas ou mudanças na alimentação. Porém vários pesquisadores apontam para a possibilidade de um “conserto natural do relógio biológico” através de tratamentos com exposição a luz bem forte e brilhante ao anoitecer, durante 45 a 60 minutos, durante um período de vários meses. A eficácia desse tipo de abordagem nunca foi comprovada, provavelmente porque tão poucas pessoas devem ter conseguido colocá-la na prática pois a intensidade de luz sugerida é enorme, 5 a 10 mil lux, que não se consegue com a iluminação usual. No meu consultório, já presenciei aumento da periodicidade (portanto diminuição da frequência) dos episódios de salvas quando o paciente passa a ir dormir uma média de 45 a 60 minutos mais cedo e na escuridão total (persiana, cortina e blackout fechados à noite) todos os dias, seguidos de exposição ao sol da manhã (ou claridade da manhã, caso não haja sol), sem óculos escuros, por outros 45 a 60 minutos, diariamente, por 6 meses a 1 ano.

Normalmente, não se associa a cefaleia em salvas a fatores desencadeantes de ordem emocional. Porém, minha experiência pessoal no tratamento de muitos pacientes com cefaleia em salvas no consultório não me deixa a menor dúvida que existe, em alguns casos, uma associação. Pacientes meus passando por problemas emocionais, ficam muito mais difíceis de responder a tratamentos antes bem mais eficazes. Técnicas de relaxamento e de controle do stress são recursos eficazes no auxílio do controle de qualquer doença crônica, e a cefaleia em salvas parece não ser exceção.

Você Pode Ajudar

A cefaleia em salvas é uma doença rara, mal diagnosticada, (inclusive tem gente que acha que tem cefaleia em salvas e que na verdade, felizmente, não tem), inadequadamente tratada e a maioria daquelas pessoas que sofrem de cefaleia em salvas, sofre também de imensa carência de informação vital no sentido que a doença de fato existe e não é “fruto da imaginação”, como infelizmente muitos profissionais de saúde acreditam. Ainda que você, que acaba de ler este artigo, não sofra de cefaleia em salvas, considere a possibilidade de ajudar alguém que sofre dela divulgando o quadro clínico e sintomas da cefaleia em salvas através das redes sociais e de seu blog ou site, caso possua. Nós juntos podemos, assim, criar e manter essa campanha de conscientização da cefaleia em salvas, esta doença rara porém dolorosa, mas que tem controle. Assim poderá fazer um bem imenso a alguém que precisa muito desta informação e deste conhecimento.

 

Fontes:
- Enxaqueca: Sintomas da Enxaqueca Além da Dor de Cabeça – Um Guia Definitivo
- Enxaqueca: O Que é Enxaqueca
- Enxaqueca: Cefaleia em Salvas – A Dor de Cabeça Mais Forte Que Existe
- Enxaqueca: Sintomas da Enxaqueca

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2 Comments

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