Notícias Naturais

Povos em Luta Contra a Monsanto

17 de janeiro de 2014
Share on Facebook0Tweet about this on TwitterShare on Google+6Email this to someone

Parem a fabrica de sementes mutanteMonsanto e demais empresas multinacionais fabricantes de transgênicos pretendem ter o controle mundial sobre a produção de alimentos, monopolizando a distribuição de sementes e controlando não apenas a comida, mas também a fonte de renda dos agricultores. No entanto, povos de diversos países lutam para combater o crescimento desenfreado da Monsanto.

Parem a fábrica de sementes mutantes!

A Monsanto fabrica sementes transgênicas que estão dominando cada vez mais o nosso planeta. Quando combinadas com pesticidas tóxicos, criam as devastadoras monoculturas, onde nada mais cresce, apenas uma única planta. Agora, eles planejam construir uma das maiores fábricas de sementes transgênicas do mundo, em Córdoba, na Argentina.

A mega-fábrica utilizará produtos químicos tóxicos para criar sementes, o que soa estranho porque as sementes devem vir de plantas, certo? Não no assustador novo mundo da Monsanto, onde as plantas são geneticamente projetadas para serem estéreis e a única maneira dos agricultores manterem o plantio de alimentos é através da compra de novas sementes, a cada ano, da mesma Monsanto! Nos EUA, até 90% de alguns tipos de culturas são plantadas com sementes da Monsanto, e com sua nova mega-fábrica, na Argentina, a empresa estará ampliando seu infame poder sobre o mundo.

A fábrica de transgênicos da Monsanto é repudiada pelos moradores da região onde está sendo instalada. Preocupados com os riscos a saúde, a população se mobilizou para barrar a fábrica, sendo violentamente reprimida, com casos denunciados internacionalmente de moradores que foram espancados e receberam ameaças de morte depois de se juntarem as manifestações, o que desencadeou campanha internacional em solidariedade ao povo das Malvinas Argentinas e contra a Monsanto.

A Monsanto é hábil em minar a governânca democrática. Eles até aprovaram uma lei nos EUA que diz que um juiz não pode ordenar um recall de produtos da Monsanto, nem mesmo por razões de segurança pública! Nosso planeta está sendo rapidamente transformado por transgênicos e a agricultura industrial e nossos governos são fortemente influenciados pela megacorporação capitalista norte-americana no centro de tudo, uma empresa predatória que está gradualmente controlando a oferta de alimentos do mundo.

Não vamos deixar forçarem os nossos filhos e netos a viver em um mundo alimentado exclusivamente pela Monsanto, quando podemos parar agora. Vamos parar a invasão da Monsanto na América do Sul e começar a reverter a devastação causada em nossos ecossistemas por seus produtos.

Argentinos marcham contra a Monsanto

Era uma vez donas de casa, comerciantes e funcionários municipais de um tranquilo povoado no centro da Argentina. Até que chegou a Monsanto, a corporação norte-americana de biotecnologia. Inventora do herbicida glifosato e uma das principais fabricantes de sementes geneticamente modificadas do mundo, a Monsanto constrói uma de suas “maiores” unidades para acondicionar sementes de milho nas Malvinas Argentinas, município de 15 mil habitantes que fica 17 quilômetros a leste da capital da província de Córdoba.

A unidade começaria a funcionar e março de 2014, mas a obra foi paralisada em outubro em meio a protestos e demandas judiciais dos moradores, que desde 18 de setembro mantêm bloqueado o acesso ao local. No dia 30 de novembro de manhã, a guarda de infantaria chegou ao lugar, como mostra vídeo publicado no Facebook, e escoltou a saída de vários caminhões que haviam entrado à força no dia 28, quando membros do sindicato da construção irromperam no acampamento de moradores tentando vencer o bloqueio, o que deixou mais de 20 feridos.

Menino participa da marcha que seguiu da praça central de Malvinas Argentinas até o prédio bloqueado onde a Monsanto tenta construir uma unidade
 

Os moradores não gostam de ser definidos como ambientalistas nem que lhes atribuam bandeiras partidárias. Na maioria são mulheres. Nas Malvinas Argentinas todos conhecem alguém com problemas respiratórios ou alergias que coincidem com fumigações sobre os campos de Córdoba, uma das maiores produtoras de soja transgênica deste país. Denúncias de médicos também citam casos crescentes de câncer e malformações congênitas. Porém, tudo era suportado com estoicismo até que chegou a Monsanto.

Participo por medo da doença e da morte”, explicou ao Terramérica María Torres. “Meu filho já está doente e se vier a Monsanto será pior”, acrescentou enquanto caminhava em meio a uma manifestação que esta jornalista acompanhou em meados de novembro. Seu filho, de 13 anos, ficou em casa com sinusite e hemorragia nasal. “Malvinas é um povoado com muita gente com os mesmos sintomas”, lamentou.

A maioria das fumigações é feita com Roundup, marca comercial do glifosato produzido pela Monsanto. Segundo a Rede Universitária de Meio Ambiente e Saúde – Médicos de Povoados Fumigados, a fumigação atinge quase 22 milhões de hectares plantados com soja, milho e outros cultivos transgênicos em 12 províncias argentinas, em cujos povoados vivem cerca de 12 milhões de pessoas. Eli Leiria também participa do protesto. Ela sofre problemas como perda de peso. Os médicos encontraram glifosato em seu sangue. “Dizem que é como se um tornado tivesse passado pelo meu corpo”, contou.

O biólogo Raúl Montenegro, da Universidade Nacional de Córdoba e premiado em 2004 com o Right Livelihood Award (Prêmio Nobel Alternativo), disse ao Terramérica que não há monitoramentos oficiais de morbidade e mortalidade para comprovar se as crescentes enfermidades observadas pelos médicos são efeito dos pesticidas. Tampouco existe controle adequado da presença de pesticidas no sangue, e nem um monitoramento ambiental que detecte esses resíduos em caixas de água, por exemplo, acrescentou Montenegro, presidente da Fundação para a Defesa do Meio Ambiente.

Essas circunstâncias convertem a Argentina, e, “ao seu modo, também o Brasil”, em “paraíso” para empresas como a Monsanto, afirmou Montenegro. As entidades do Estado que autorizam o uso de pesticidas se apoiam “em sua maior parte em aspectos técnicos fornecidos pelas próprias empresas”, acrescentou.

A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, criou em 2009 a Comissão Nacional de Investigação sobre Agroquímicos, para investigar, prevenir e tratar seus efeitos na saúde humana e ambiental. Mas o país também é um “paraíso” dos transgênicos, cuja autorização depende de “informação técnica fornecida principalmente pelas corporações biotecnológicas”, ressaltou Montenegro.

Uma unidade produtora de transgênico “não é uma fábrica de pão… fabrica veneno”, disse o professor Matías Marizza, da Assembleia Malvinas Luta pela Vida. Montenegro questiona o fato de a Secretaria de Meio Ambiente de Córdoba autorizar a construção sem ter contemplado a análise de uma comissão interdisciplinar independente. O processo dos transgênicos envolve “pesticidas externos”, como os que são fumigados, e pesticidas que “saem de dentro” das sementes, como a proteína a inseticida CrylIAb produzida pelo próprio milho MON 810, explicou o biólogo.

Cada grão desse milho tem entre 190 e 390 nanogramas desse componente, cujos impactos na saúde e na biodiversidade não estão claros. “No Canadá foram registradas mulheres grávidas e não grávidas que tinham proteína inseticida no sangue”, destacou Montenegro, o que contradiz a explicação da Monsanto: que essas proteínas são anuladas no aparelho digestivo.

Segundo um documento da Rede Universitária, as sementes da unidade de Malvinas Argentinas serão impregnadas de substâncias como propoxur, deltametrina, pirimfos, tryfloxistrobin, ipconazole, metalaxyl e, sobretudo, clotianidina, um inseticida proibido na União Europeia. Até agora, as instalações estão bloqueadas por cinco acampamentos, onde homens e mulheres – algumas com seus filhos – se alternam para impedir a entrada de caminhões.

Daniela Pérez, mãe de cinco filhos, contou ao Terramérica que este “era um povoado tranquilo”, onde as pessoas se queixavam apenas de problemas como falta de pavimentação. “Agora, o que está em jogo é a saúde das crianças. Nos dá uma impotência, não há ninguém que nos defenda”, afirmou.

Soledade Escobar tem quatro filhos que vão a uma escola localizada perto da plantação da unidade da Monsanto. “Me preocupam os silos e os produtos químicos que usam. Com a mudança de clima em Córdoba temos vento o ano todo e o colégio está ao lado, eu moro em frente”, afirmou. “Não é certo o que dizem a televisão e os jornais de que há partidos políticos entre nós… a maioria é de mães que têm medo por seus filhos”, acrescentou Beba Figueroa.

Elas asseguram que muitos moradores não participam por medo de perder seus empregos municipais e ajudas sociais. A manifestação que o Terramérica acompanhou desde a praça do povo até o acampamento tinha clima festivo, ao ritmo de refrões do carnaval rioplatense, muito diferente da tensão e da violência que aconteceriam dias depois. Como outros moradores deste bairro operário, Matías Mansilla, sua mulher e seu bebê saem à porta de uma casa humilde para ver “o carnaval pela vida”. Mansilla não participa, mas apoia a causa “pelas doenças que há em outros cantos”.

Uma pesquisa feita por duas universidades e pelo Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas revelou que 87% dos entrevistados do povoado querem uma consulta popular para decidir e 58% rechaçam a unidade da Monsanto. Nem o governo da província nem a empresa responderam ao pedido de entrevista do Terramérica.

Em vários textos publicados em seu portal, a Monsanto se diz comprometida com a “agricultura sustentável”. Um comunicado divulgado em setembro afirma que a obra conta com as “aprovações correspondentes” do Conselho Deliberante de Malvinas Argentinas, e que o Estudo de Impacto Ambiental está em análise no governo provincial. A Monsanto repudiou as “campanhas sujas que manipulam a informação técnica para criar medo” e “as mentiras, em nome do ambientalismo, que mascaram interesses espúrios”.

Em abril, o Tribunal Superior de Justiça provincial desqualificou um pedido de medida cautelar apresentado pelos moradores para suspender a obra. E nos dois últimos meses a repressão policial não faltou, e tampouco as ameaças. Malvinas Argentinas é parte de um movimento que cresce em diferentes lugares do mundo contra a Monsanto. Nesse povoado os protestos chegaram a reunir oito mil pessoas, segundo Marizza. Não é para menos, afirmou: “Temos o monstro em cima”.

Justiça argentina suspende construção de nova fábrica da Monsanto


 As atividades da Monsanto despertam polêmicas em todo o mundo, em função das denúncias sobre os danos à saúde e impactos ambientais.

A Justiça argentina ordenou a suspensão imediata da construção de uma nova fábrica de sementes da multinacional Monsanto na região de Córdoba. Uma corte de apelação local aceitou um recurso protocolado por ambientalistas e vizinhos da futura indústria, paralisando as obras até que um estudo de impacto ambiental seja apresentado. A empresa norte-americana já afirmou que vai recorrer da decisão.

Prestamos uma queixa criminal para informar os promotores de certas irregularidades e violações à lei ambiental que ocorreram no coração do Ministério do Meio Ambiente, que está envolvido na concessão de autorizações ao projeto“, afirmou o advogado Raúl Montenegro, autor do recurso. Com cartazes de “Basta de saque e contaminação“, manifestantes de entidades ambientalistas fizeram vigília em frente à sede do tribunal para protestar contra a empresa.

A Monsanto, por sua vez, defendeu-se das acusações. “Consideramos legítimo nosso direito de construir, pois cumprimos com todos os requerimentos legais e obtivemos a autorização para a obra de acordo com a regulamentação vigente“, afirmou a empresa, em comunicado. A principal atuação da Monsanto se dá no setor agrícola, fabricando produtos químicos, herbicidas e sementes — muitas delas transgênicas.

A ordem judicial impede que o governo regional de Córdoba, a 650 quilômetros a capital Buenos Aires, autorize a Monsanto a construir no local sem a conclusão do estudo ambiental. A fábrica a ser construída pela Monsanto prevê a ocupação de 27 hectares de terreno.

Desde setembro de 2013, os manifestantes já vinham realizando protestos e tentando na Justiça argentina bloquear a construção da nova fábrica de sementes.

As atividades da Monsanto despertam polêmicas em todo o mundo, em função das denúncias sobre os danos à saúde, os impactos ambientais e a incerteza sobre os efeitos da alteração genética de suas sementes.

No Brasil, a multinacional também está envolvida em processos judiciais bilionários a respeito da cobrança de royalties sobre as sementes de soja transgênica, amplamente utilizada em todo o país.

Acordo comercial ampliará poder da indústria de transgênicos no mundo

A indústria multinacional de agricultura e biotecnologia Monsanto está prestes a mudar os rumos da produção e comercialização de sementes. Baseada no Acordo de Associação Transpacífico (TPP), um grande projeto de livre comércio que inclui 12 países, entre eles Chile, Peru e México, a empresa pode recorrer às leis do acordo para ter livre a rotulagem de alimentos transgênicos, limitando o plantio e a comercialização apenas para a empresa.

De acordo com o TPP, cujos integrantes somam 40% do PIB mundial, um padrão global de empresas será criado sobre os governos dos países envolvidos por meio de um sistema de tribunais. Esses tribunais poderão limitar, por exemplo, o acesso a medicamentos genéricos baratos em favor de medicamentos de marca, e permitir que empresas de cigarro processem governos por regulamentações na área da saúde.

Baseada nisso, a Monsanto pretende ter o controle corporativo do mundo de alimentos, saúde e meio ambiente. De todos, o fator preocupante é o do alimento. Se o controle global for efetivado, sementes que antes eram distribuídas igualitariamente serão distribuídas por apenas algumas corporações transnacionais, controlando não apenas a comida, mas também a saúde e a fonte de renda dos agricultores.

Outro fator preocupante são os produtos transgênicos, que também são defendidos pela Monsanto. A modificação genética mais preocupante envolve insensibilidade a herbicidas à base de glifosato (produtos químicos que matam plantas ditas “daninhas”). Muitas vezes conhecido como Roundup, o produto mais vendido da Monsanto, glifosato envenena tudo em seu caminho, exceto plantas geneticamente modificadas para resistir a ele. O glifosato é um parceiro essencial para os organismos geneticamente modificados, que são o principal negócio da indústria de biotecnologia a expansão.

Uma campanha está coletando assinaturas na Internet para impedir a investida corporativa deste mega-negócio antes que a Monsanto abra sua champanhe. Segundo os organizadores, três países estão hesitantes e se eles desistirem, todo o acordo irá por água abaixo. Por isso querem enviar um enorme e forte apelo para líderes do Chile, Nova Zelândia e Austrália.

Campanha defende a soberania e a segurança alimentar do Brasil

Um projeto de Lei, o (PL) n° 268/2007 de autoria do deputado Eduardo Sciarra (PSD/PR) ameaça a soberania e a segurança alimentar e nutricional do Brasil. Promovedor da comercialização de sementes conhecidas como ”terminator”, o projeto permitirá a produção e comercialização de sementes transgênicas suicidas, ou seja, sementes que após a colheita não voltam a germinar, obrigando os agricultores a comprar sementes a cada safra. Essas sementes, além de serem estéreis, possuem alto risco de tornar também estéreis as que estejam sendo cultivadas em propriedades próximas.

Leia mais:

transgenicos terminator

[PL 268/2007] Transgênicos: Deputados Querem Liberar Sementes Terminator no Brasil

 

 

 

No Dia Mundial da Alimentação, representantes das organizações e movimentos que apoiam a campanha entregaram uma petição e todas as assinaturas ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, deputado Décio Lima. Dentre os apoiadores, estão: ActionAid Brasil, ANA – Articulação Nacional de Agroecologia, AS-PTA, Centro Ecológico, Centro Sabiá, CONTAG, Cooperativa AECIA, Cooperativa Econativa, CTA – ZM, FASE – Federação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional, FBSSAN – Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, FESANS/RS, Grupo ETC, GEA – Grupo de Estudo em Agrobiodiversidade, Movimento dos Pequenos Agricultores, MMTR-NE, MST, Multirão Agroflorestal, Plataforma Dhesca Brasil, Rede de Mulheres Negras para Segurança Alimentar, Rede Ecovida de Agroecologia, Terra de Direitos e Via Campesina Brasil.

Fontes:
Blog Anti Nova Ordem Mundial:Povos em Luta Contra a Monsanto

Rede Democrática: Povos em luta contra Monsanto

Envolverde: Teramérica – Argentinos versus Monsanto

Portal Vermelho: Justiça argentina suspende construção de nova fábrica da Monsanto

Share on Facebook0Tweet about this on TwitterShare on Google+6Email this to someone

Posts relacionados:

2 Comments

1 Trackback or Pingback

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close
Suporte nosso site
Social PopUP by SumoMe