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Bill Gates Financia Vigilância de Grupos Anti-Vacinana JustiçaA Fundação Bill & Melinda Gates lançou os Grandes Desafios em Saúde Global (GCGH) em parceria com o Instituto Nacional de Saúde em 2003, que de acordo com o site GCGH, visa “criar novas ferramentas que podem radicalmente melhorar a saúde no mundo em desenvolvimento.” Até agora, 45 concessões, totalizando 458 milhões dólares (928 milhões de reais), foram concedidos para projetos de pesquisa envolvendo cientistas em mais de 30 países. [1]

Mas para onde realmente foi todo este  dinheiro? Para o desenvolvimento e implementação de purificação de água e sistemas de saneamento? Ou talvez suporte nutricional básico visando otimizar o sistema imunológico? Que tal fornecer abrigo e assistência médica para os desabrigados? Nem perto disso.

Por exemplo, uma concessão de 100 mil dólares foi recentemente desembolsada para Seth C. Kalichman, professor do Departamento de Psicologia da Universidade de Connecticut, para “Estabelecer um Sistema de Alerta e Vigilância Anti-Vacinas“, que pretende “estabelecer um monitoramento mundial baseado na internet e um sistema de alerta rápido para encontrar, analisar e neutralizar campanhas de comunicação de desinformação sobre vacinas para apoiar os esforços de imunização global.

Nós apenas podemos imaginar quais organizações serão rotulatas como “campanhas de comunicação de desinformação” considerando o fato de que Bill Gates, em fevereiro de 2011 em uma entrevista disse que “grupos anti-vacina matam crianças“. Aqui é a citação completa:

Então, é uma absoluta mentira que já matou milhares de crianças. Porque as mães que ouviram aquela mentira, muitos delas não vacinaram seus filhos com a vacina contra sarampo ou coqueluche, e hoje seus filhos estão mortos. E assim, as pessoas que vão e se engajam em tais esforços anti-vacinas – você sabe, eles, eles matam crianças. É uma coisa muito triste, porque estas vacinas são importantes.”

É bem possível que qualquer voz discordante que não apoie as campanhas de vacinação globais pode ser incluída neste tipo de “sistema de vigilância e alerta” como alguém que pode potencialmente pôr em risco a vida dos outros, ou seja, pode “matar crianças”. O que é tão irônico sobre a situação é que a Iniciativa de Erradicação Global da Pólio da Fundação Gates  pode ter resultado em mais de 47.500 casos de paralisia induzida pela vacina em crianças indianas apenas em 2011, e que é duas vezes mais mortal que a poliomielite do tipo selvagem, que teria sido erradicada oficialmente em 11 de janeiro de 2012. Quem aqui então está realmente preocupado com a saúde das crianças?

Além disso, é extremamente difícil de enxergar a GCGH (Grandes Desafios em Saúde Global) da Fundação Bill & Melinda Gates Foundation como uma fundação estritamente humanitária, considerando muitos dos projetos que escolhe financiar. Abaixo estão alguns dos projetos listados em seu site e que já receberam financiamento:

Linfonodos Sintéticos

Steven Meshnick e Carla Hand da Universidade da Carolina do Norte nos EUA desenvolverão um dispositivo de polímero biodegradável bio-compatível que pode ser colocado sob a pele para introduzir vacinas e antigênios no sistema imunológico. O dispositivo vai atrair células do sistema imunológico e provocar a sua proliferação  bem como agir tal qual um adjuvante no local da injeção. Se bem sucedido, o aparelho poderia ajudar a aumentar a resposta imune às vacinas novas e existentes. [tecnologias transhumanistic].

Vacinação Sem Agulhas Através de Aerosois de Nanoparticulas

Sistemas de aplicação de vacinas que têm como alvo regiões específicas do corpo, e têm o potencial de serem especialmente eficazes contra alguns tipos de infecções. Por exemplo, as vacinas inaladas podem melhor proteger contra doenças respiratórias, como a tuberculose, e aquelas que infestam os tecidos do nariz e garganta, tais como difteria. Dr. Edwards está liderando uma equipe multidisciplinar utilizando tecnologias de ciência de materiais combinadas com doenças infecciosas, dispositivos e perícia toxicologica para reformular as vacinas de tuberculose e de difteria em aerossóis que poderiam ser inalados. Objetivo final da equipe é desenvolver uma vacina BCG baseada em células para a tuberculose e uma vacina de proteína antígeno CRM 197 para a difteria, sob a forma de novos aerossóis de nanopartículas agregadas porosas (PNAP).

Vacinas de RNA Sintéticos Produzidos por Plantas

Alison McCormick da Touro University, na Califórnia irá testar a capacidade de um método biológico sintético de baixo custo baseado em plantas para a produção sintética de uma determinante antigênico de proteina viral combinado com um sistema de expressão de antigenos de RNA para o uso em vacina RNA contra a malária. Usar plantas para este sistema de transfecção viral poderia fazer a produção de vacinas de RNA escalável e de custo eficaz.

Distribuição de Vacinas Rentável em Mercados Emergentes

Lisa Ganley-Leal e Pauline Mwinzi da Epsilon Therapeutics Inc. nos EUA vão testar a hipótese de que a venda de vacinas através de farmácias em mercados emergentes pode trazer lucros para desenvolvedores de vacinas e os proprietários de pequenos negócios. Demonstrando a rentabilidade pode fazer com que as empresas farmacêuticas investam mais recursos no desenvolvimento e distribuição de vacinas e desenvolva parcerias locais para estratégias de rentabilidade.

Programação Genética Para Localizar e Destruir Agentes Patogênicos

Saurabh Gupta e Ron Weiss do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, propuseram a criação de células sentinela que podem detectar a presença de um agente patogênico, relatar a sua identidade com um sinal biológico, e secretar moléculas para destruí-lo. A fase I deste projeto de pesquisa demonstrou que as bactérias comensais podem ser projetadas especificamente para detectar e matar o modelo de agente patogénico bacteriano Pseudomonas aeruginosa. Na Fase II, Gupta e Weiss irão engendrar a microbiota humana para detectar e destruir especificamente o agente patogénico intestinal Shigella flexneri, que é responsável por elevadas taxas de mortalidade em crianças.

Vacina em um Saleiro: 

Uma Abordagem Nova, Segura e de Baixo Custo

Shiladitya DasSarma vai liderar uma equipe na Universidade de Maryland, nos EUA, para desenvolver uma vacina barata, segura e eficaz por via oral contra a Salmonella invasiva usando vesículas bacterianas cheias de gás. O projeto busca produzir uma vacina de prateleira em sal sem necessidade de refrigeração para distribuição mundial.

Um Modelo de Rato Humanizado para Avaliar as Candidatas a Vacinas de Vírus Vivos Atenuados

Para desenvolver novas vacinas contra alguns dos maiores assassinos do mundo, incluindo o HIV, a malária e a tuberculose, os cientistas devem ser capazes de avaliar os candidatos promissores. Algumas das vacinas potencialmente mais promissoras, são feitas a partir de versões vivas enfraquecidas do agente infeccioso. Como resultado, eles não podem ser estudadas em ensaios com seres humanos, a menos que os investigadores podem ter a certeza de que as vacinas enfraquecidos serão seguras. Dr. Flavell e seus colegas estão trabalhando para modificar geneticamente ratos de laboratório cujos sistemas imunológicos são semelhantes aos seres humanos o suficiente para permitir testes de vacinas contra doenças que afetam desproporcionalmente as pessoas no mundo em desenvolvimento.

Fornecimento Alternativo de Proteínas do Leite Humano para Bebés

Qiang Chen, da Universidade do Estado do Arizona, se propõe a projetar plantas comestíveis, como alface e arroz, que contenham as proteínas benéficas encontradas no leite humano. Os corpos de proteína nestas plantas permitir uma alta e estável acumulação destas proteínas do leite humano, e as plantas podem ser consumidas diretamente por bebés ou transformadas em comida de bebé (papinha) para fornecer nutrientes essenciais e benefícios antibacterianos.

Contraceptivo Feminino Não-Hormonal Com Metaloprotease de Óvulos Específicos

John Herr, da Universidade de Virgínia, nos EUA, irá pesquisar a enzima de membrana específica de óvulos como um alvo para um contraceptivo não hormonal feminino. Depois de determinar a natureza do bolso catalítico da enzima, uma família de compostos peptidomiméticos sera testada quanto à sua capacidade de se ligar à enzima e bloquear o seu papel fundamental na fertilização do óvulo.

Natto de Bacillus-fermentado como Vacinas Comestíveis para o Mundo em Desenvolvimento

Michael Chan da Fundação de Pesquisa do Estado de Ohio nos EUA irá desenvolver e testar de uma cepa de bactérias geneticamente modificadas utilizadas para fermentar feijão em dietas tradicionais asiáticas e africanas, para exibir um antígeno da bactéria da tuberculose. O bacilo geneticamente modificado será então utilizado para fazer um tradicional prato asiático, o natto, o que pode servir como um tipo de vacina oral para induzir uma forte resposta imunitária. Se bem sucedida, esta estratégia pode ser usada para introduzir uma variedade de antigênios através de alimentos culturalmente aceitos.

Contracepção Baseada na Nanotecnologia

David Clapham do Hospital Infantil de Boston, nos EUA vai desenvolver e testar um anticoncepcional de nanopartícula que libera inibidores da cauda de espermatozoides em resposta a mudanças do pH vaginal ou exposição ao líquido prostático. Se for bem sucedido, as nanopartículas podem ser incorporados a um gel vaginal para bloquear a mobilidade do esperma, necessária para a fertilização.

Instrumento de Circuncisão para Cerimônias Tradicionais na África

Kathleen Sienko da Universidade de Michigan, nos EUA, desenvolveu um protótipo de uma ferramenta de circuncisão para uso em cerimônias tradicionais na África, e visa demonstrar a funcionalidade, adequação cultural e potencial de produção em massa de baixo custo do dispositivo. Tal instrumento poderia aumentar as taxas de circuncisão levando a baixas taxas de transmissão do HIV na região.

Descoberta de Moléculas Químio-Sensoriais Como Novos Contraceptivos

John Ngai e Scott Laughlin, da Universidade da Califórnia, Berkeley, nos EUA, buscam identificar compostos químicos no sistema reprodutivo feminino que guiam os espermatozoides ao óvulo. Caracterizando estes “odorantes”, versões sintéticas podem ser produzidas e administradas para interromper o sistema de navegação e assim inibir a fertilização.

Descoberta de Moléculas Químio-Sensoriais Como Novos Contraceptivos

Hironori Matsushima, da Universidade de Toledo, nos EUA, vai testar a hipótese de que a adição de um peptídeo antimicrobiano em produtos de leite em pó poderia conferir proteção contra doenças entéricas. A investigação incidirá em testar o peptídeo para sua capacidade de matar agentes patogênicos no ambiente do estômago, e na sua capacidade de manter a sua integridade através da pasteurização e secagem do leite.

Ultra-som como um Contraceptivo Masculino de Longo Prazo Reversível 

James Tsuruta e Paul Dayton, da Universidade da Carolina do Norte, irão estudar a possibilidade do ultra-som terapêutico para diminuir a contagem de espermatozoides nos testículos. Caracterizando o tempo e dosagem mais benéfica poderia conduzir ao desenvolvimento de um método de baixo custo e não-hormonal de contracepção reversível para os homens.

Você vai notar a partir dos exemplos listados acima, que todos esses projetos financiados envolvem o desenvolvimento de tecnologias proprietárias (leia-se: potencialmente lucrativas) e ainda não comprovadas, e que irá requerer a transformação e/ou alteração de um processo natural ou substância . Além disso, muitos dos desembolsos de subvenções foram destinados a projetos relacionados a contracepção. Isto parece contradizer a declaração do GCGH da missão de “melhorar a saúde no mundo em desenvolvimento,” na medida em que está focada em reduzir a população no mundo desenvolvido, ao invez de apoiar a saúde dos que estão vivos, precisando de ajuda.

No Brasil

O Brasil também teve sua parcela de generosas concessões. Dois dos três financiamentos foram concedidos a projetos relacionados com vacinas:
Aumentando a eficácia de vacinação com inibidores da ECA

Julio Scharfstein da Universidade Federal do Rio de Janeiro, vai estudar se uma pré-dose de captopril, uma conhecida enzima conversora de angiotensina (ACE) e droga para anti-hipertensão, pode aumentar a potência das vacinas pelo aumento da ativação de células dendríticas.
Análise de Epitope MHC em Grande Escala para o Desenvolvimento de Vacinas

Gustavo Fioravanti Vieira da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no Brasil, vai criar modelos computacionais 3D de epítopos virais ancorados a moléculas de MHC (Complexo principal de histocompatibilidade) associadas a diferentes alelos de MHC para procurar epítopos “generalista”. Tais epítopos podem ser utilizados para o desenvolvimento de vacinas virais que são eficazes contra um grande espectro de agentes patogênicos.

Além dos citados acima, ainda existem muitos outros projetos “interessantes” relacionados as vacinas como um “sistema móvel baseado em nuvens para alcançar a vacinação universal” que usaria aplicações móveis para enviar lembretes e mensagens para os pais e dar “incentivos” para pais e trabalhadores da saúde. Outro curioso é um sistema de entrega rápida de suprimentos de vacinas utilizando veículos não tripulados (UAV). Neste link você pode encontrar todos os projetos financiados pela Fundação.

Fontes:

– Blog Anti-NOM: Fundação Gates Financia Vigilância de Grupos Anti-Vacina
– GCGH – Concessões feitas no Brasil
Site GCGH
[VIDEO] CNN-Bill Gates: Vaccine-autism link ‘an absolute lie’

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