Notícias Naturais
Share on Facebook0Tweet about this on TwitterShare on Google+0Email this to someone

Sexo Mentiras e a Indústria FarmacêuticaLondres, 30 set (EFE).- Os laboratórios ajudaram a “gerar” quadros clínicos, como a disfunção sexual feminina, com objetivo de desenvolver um mercado global de novos remédios, segundo artigo publicado nesta quinta-feira no British Medical Journal.

No texto, o jornalista e acadêmico Ray Moynihan, da Universidade de Newcastle, na Austrália, mostra as conclusões que chegou enquanto pesquisava para escrever seu novo livro “Sex, Lies and Pharmaceuticals” (“Sexo, Mentiras e Farmacêuticos”, em tradução do título para o português).

Moynihan questiona a indústria farmacêutica por considerar que subvenciona “a ciência de uma nova condição conhecida como ‘disfunção sexual feminina'”, e diz que este setor contribui para o desenvolvimento de mercados em nível global para a fabricação de novos remédios.

Em suas pesquisas, o jornalista descobriu que funcionários da indústria farmacêutica tinham trabalhado com empresas de pesquisas de opinião pagas para ajudar a “desenvolver” a doença. Pesquisas realizadas teriam comprovado que este quadro clínico se estendeu.

O australiano considera, além disso, que os pesquisadores elaboraram ferramentas de diagnóstico para convencer as mulheres de que suas dificuldades sexuais merecem “um rótulo médico e um tratamento”.

Desta forma, ele afirma que as estratégias de marketing das empresas farmacêuticas “estão emergindo na ciência médica de uma forma fascinante e aterrorizadora”. O jornalista, então, se pergunta se é necessário encontrar um novo enfoque para definir o distúrbio.

Moynihan cita um empregado de uma empresa que alega que a companhia está interessada em “acelerar o desenvolvimento de uma doença”, além de revelar como elas financiam pesquisas que refletem extensão de problemas sexuais e encontram ferramentas para avaliar as mulheres por seus supostos “transtornos de desejo sexual hipoativo”.

De acordo com o artigo, muitos dos cientistas ligados a estas atividades são empregados das empresas farmacêuticas ou têm interesses econômicos na indústria.

Ao mesmo tempo, outros relatórios científicos realizados sem financiamentos questionaram se a propagação da disfunção realmente existiu.

A indústria farmacêutica também tem, atualmente, um papel pioneiro de “educar” tanto profissionais quanto o público sobre esta condição, de acordo com o acadêmico.

Moynihan cita como exemplo um curso financiado pela farmacêutica Pfizer desenvolvido para médicos dos Estados Unidos que argumentaram que até 63% das mulheres sofriam distúrbios sexuais e que a testosterona e o sildenafil (componente do Viagra) poderiam ajudá-las, se combinados com terapia.

“Talvez seja hora de reavaliar a forma como o sistema médico define as doenças comuns e recomenda como tratá-las”, sugeriu.

Por outro lado, a médica Sandy Goldbeck-Wood, especialista em medicina psicossexual, apontou em um comentário à parte no mesmo jornal que “ao se defrontar com uma mulher chorando, cuja libido desapareceu e que está aterrorizada de perder o casamento, os médicos podem sentir uma pressão imensa para fornecer uma solução imediata e efetiva

=====================

Neste vídeo abaixo a comediante Mandy Nolan falando (de forma muito cômica) como a indústria farmacêutica quer forçar todas as mulheres terem vontade de ter sexo o tempo inteiro, e se não, elas tem que ser medicadas (em inglês).

Não é a primeira vez que vemos a indústria farmacêutica mexendo os pauzinhos para influenciar as pesquisas médicas de forma a justificarem o uso de remédios. Escrevi no passado sobre os pesquisadores fantasmas, que emprestavam seus prestigiados nomes para laboratórios farmacêuticos escreverem estudos dando embasamento para os seus próprios medicamentos medicamentos.

Este é apenas um caso que acabou vazando e caindo na imprensa. Porque o mesmo não pode ter também ocorrido com a gripe suína, sobre a qual se abateu uma histeria jamais vista, para depois cair no mais profundo esquecimento?

Fontes:
– Yahoo Notícias: Laboratórios promovem “criação” de doenças sexuais, diz artigo
– BMJ: Merging of marketing and medical science: female sexual dysfunction
– Site de Ray Moynihan

(715)

Share on Facebook0Tweet about this on TwitterShare on Google+0Email this to someone

Posts relacionados:

1 Comment

  • cezar augusto silva disse:

    as industrias farmacéuticas faturam milhões a cada ano isso graças as doenças que eles mesmo criam e injetam na população atraves de vacinas que voce é obrigado a tomar desde criança e através de alimento que eles também controlam tudo isso com o apoio do governo. ja ouviram falar da regra de 3 é assim que funciona; 1 cria-se o problema, 2 divulga-se o problema, 3 apresentam a solução.

    Curtiu ou não o comentário?: Positivo 0 Negativo 0

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close
Suporte nosso site
Social PopUP by SumoMe