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EUA recusam vacina para gripe A usada na EuropaA vacina escolhida não é considerada segura por todos os organismos. Segundo o Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde de Portugal), foi “estabelecida a relação benefício-risco e o benefício foi considerado superior ao risco” pela Agência Europeia do Medicamento

A vacina que está a ser usada em Portugal contra a gripe A não foi aprovada pelos Estados Unidos por conter substâncias na sua composição que podem alegadamente causar danos à saúde dos que a tomam. Trata-se da Pandemrix, vacina aprovada pela Organização Mundial da Saúde e escolhida pela Agência Européia do Medicamento para ser usada em todos os Estados membros. E em relação à qual o Infarmed garante terem sido feitos todos os testes de qualidade.

No entanto, a Pandemrix está a provocar a recusa de muitas pessoas na Alemanha da sua utilização, dando como justificação o fato de os políticos e os funcionários públicos de topo serem preventivamente vacinados com uma outra (leia matéria). O presidente do Colégio Alemão dos Médicos de Família refere mesmo que os “potenciais riscos ultrapassam os
benefícios” e, segundo Michael Kochen, este é um “teste em larga escala feito à população alemã” enquanto o Ministério da Saúde veio a público esclarecer que a Pandemrix não tem efeitos secundários mais graves que a vacina alternativa. Segundo o secretário de Estado da Saúde, Klaus Schroeder, foram encomendadas 50 milhões de doses de Pandemrix e não de outro preparado, porque pode ser produzida quatro vezes mais rapidamente do que a Cevalpan. Refira-se que 22 Governos europeus já encomendaram 440 milhões de Pandemrix.

Em Portugal, membros dos grupos prioritários recusaram a vacinação, designadamente políticos e a classe médica. Ontem, o presidente da Associação Portuguesa de Bioética, Rui Nunes, considerou que a recusa de médicos e de outros profissionais de saúde deve ser aceite com “prudência e bom-senso” porque acha esta reserva “natural” quando se trata de profissionais que “estão mais envolvidos no meio; sabem mais do ponto de vista técnico/científico o que se passa e sabem que não há ainda resultados verdadeiramente sólidos que permitam determinar com clareza se a pessoa deve ser vacinada”.

Nos EUA, a Pandemrix não foi aprovada porque contém uma substância, o esqualeno, que alegadamente provoca a alteração do sistema imunitário. Vários estudos ligaram os seus efeitos à síndrome da Guerra do Golfo porque terá sido utilizado como adjuvante na vacina do antrax. O que está em causa nesta vacina, segundo os seus detractores, são dois componentes que se encontram tanto na própria vacina como no adjuvante que lhe é adicionado para aumentar os efeitos.

Apesar de a vacina da GlaxoSmithKline (GSK) estar em conformidade com as regras europeias da Organização Mundial de Saúde (OMS), ela contém, segundo a informação que esteve no site da farmacêutica até ontem a meio do dia, cinco microgramas de timerosal – na vacina – e 10, 69 miligramas de escaleno – no adjuvante -, cujos efeitos secundários são polêmicos e considerados insuficientemente testados nos seres humanos. Estes dois produtos são necessários para potenciar os efeitos da vacina de modo a que a já gigantesca produção do medicamento satisfaça a procura em menos tempo de produção. O escaleno reduz o tempo da cultura de vírus inactivos e o tiomersal permite utilizar o sistema da multidose.

A preocupação da OMS perante os riscos das vacinas para a H1N1 é tão grande que responsabiliza as autoridades médicas nacionais para os alegados riscos e benefícios das vacinas disponíveis antes de as licenciarem, porque “quando vacinas pandêmicas são administradas a tantos milhões de pessoas pode não ser possível identificar situações raras“. Aconselha a monitorização intensa e comunicação imediata dessas situações e a troca a nível mundial desses dados.

A GSK, contactada pelo DN, considera que no caso do esqualeno “não existem estudos conclusivos que permitam estabelecer relação entre causa e efeito” e confirma que a substância permite “com menos fazer mais” porque é um “amplificador de sinal”. No caso do timerosal, refere que “a pequena dose de mercúrio de 25 microgramas” não “induz malformações no sistema nervoso dos bebés nem ameaça o de-senvolvimento dos embriões” e que está muito abaixo do “limite aceitável para as grávidas de 60 kg, que é de 96 microgramas”.

O Infarmed – a Autoridade Nacional do Medicamento – confirma que as duas substâncias encontram-se na Pandemrix, mas que “as afirmações sobre o timerosal e o esqualeno não são, de fato, nem corretas nem verdadeiras”. Esclareceu ao DN que a vacina foi aprovada por “procedimento centralizado” – pela Agência Européia do Medicamento – e que ficou homologada para todos os Estados membros.

O Infarmed informa, também, que “durante o processo de avaliação foram ponderados todos os aspectos relativos à qualidade, segurança e eficácia de um medicamento, sendo estabelecida uma relação benefício-risco. Na situação em apreço, o benefício foi considerado superior ao risco, razão pela qual a Agência Européia emitiu uma posição favorável à autorização do medicamento”.

——–

Até o momento eu não consegui ainda saber se a vacina da GSK utilizada no Brasil é a Pandemrix. Se alguém souber, por favor responda nos comentários.

Fontes:
DN PortugalEUA recusam vacina para gripe A usada na Europa

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3 Comments

  • Thales disse:

    Excelente matéria…parabens!

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  • Anonymous disse:

    É PANDERIX SIM E EU COLOQUEI O LINK NO SITE CONFIRMANDO .VOU COLOCAR DE NOVO.
    PS:VÁRIAS REAÇÕES ONDE TRABALHO,PARALISIAS NOS MEMBROS, ASMA,BAIXA PLAQUETÁRIA,INS.REPIRATÓRIA AGUDA GRAVE COM DESMAIO,ETC

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  • Anonymous disse:

    MATADA A CHARADA:É PANDERIX DA GSK(PROCURE NO GOOGLE EM VEZ DO YAHOO,E SEM FAZER PERGUNTA,COLOQUE ASSIM NO GOOGLE (NUNCA PERGUNTE,SÓ FAÇA AFIRMAÇÃO):"FARMACÊUTICA DA CAMPANHA DE VACINAÇÃO NO BRASIL"

    http://www.cremeb.org.br/data/site/uploads/arquivos/Clipping_Saude_05.01.2010.pdf

    O primeiro lote de vacinas, 40 milhões de doses, foi comprado em novembro de 2009 do laboratório
    GlaxoSmithKline (GSK) por US$ 257,2 milhões (cerca de R$ 444,7 milhões). O contrato mais recente,
    firmado na última semana, prevê o fornecimento de 10 milhões de doses pelo Fundo Rotatório de Vacinas
    da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas, braço da OMS). O custo será de US$ 70 milhões (cerca
    de R$ 122,5 milhões).
    Em nota, o Ministério da Saúde informa que encomendou 33 milhões de doses do Instituto Butantan por
    US$ 250,8 milhões (R$ 438,9 milhões). O governo de São Paulo, ao qual o instituto está subordinado,
    divulgou nesta terça-feira que vai fornecer 41 milhões de doses para o Ministério da Saúde

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